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“Trilhos do Noeme” quase prontos entre Vale de Estrela e Rochoso

Escrito por Jornal O Interior

A Câmara da Guarda está a concluir os “Trilhos do Noeme”, um projeto que vai ligar as freguesias de Vale de Estrela e Rochoso através de percursos pedonais e cicláveis.
A intervenção é realizada em colaboração com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no âmbito dos trabalhos de despoluição daquele rio que nasce e atravessa parte do concelho da Guarda. «Estamos a desenvolver um conjunto de ações ambientais e de fruição das margens do rio, desde logo com o desbaste de vegetação arbórea e rasteira, trabalhos que estão praticamente concluídos», refere o presidente da Câmara da Guarda, para quem estes trilhos serão «importantes para a atração» ao território. «O objetivo é dar novos espaços que possam ser usufruídas pelos guardenses aproveitando esta requalificação ambiental do Noeme e das suas margens para as pessoas poderem caminhar e circular de bicicleta e desfrutar da paisagem e da natureza ao longo do curso do rio», acrescenta Carlos Chaves Monteiro.
O projeto custa cerca de um milhão de euros e deverá estar concluído «dentro de mês e meio», aponta o edil. Para criar os trilhos foram usadas as áreas de servidão administrativa existente nas margens do rio entre Vale de Estrela e o Rochoso. «Os proprietários foram informados dessa limitação administrativa nos seus terrenos, mas se houver necessidade de potenciar ainda mais essa intervenção iremos falar com as pessoas para chegar a soluções. Até agora ainda não foi necessário», garante Carlos Chaves Monteiro. A criação dos “Trilhos do Noeme” é uma das vertentes da despoluição e valorização ambiental deste rio, que nasce na zona de Vale de Estrela, e do rio Diz. Esta quarta-feira, por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, o município deu mais um passo para a reabilitação do Noeme com a inauguração da remodelação da ETAR do Torrão, na periferia da cidade. Trata-se de uma obra da responsabilidade da Empresa Águas do Vale do Tejo e irá servir parte da cidade e também a freguesia de Vale de Estrela. O investimento rondou os 1,3 milhões de euros, verba cofinanciada em 85 por cento pelo POSEUR.
Segundo o município, a intervenção nesta nova ETAR vai «reforçar a capacidade de tratamento da instalação de 4 mil para 10 mil habitantes-equivalentes». Também o nível de tratamento da ETAR passa a ser terciário, «garantindo a remoção de nutrientes (azoto e fósforo), de modo a assegurar as exigências de descarga mais restritivas que resultaram da alteração da classificação do meio recetor, o rio Noeme, afluente do rio Côa, na bacia hidrográfica do rio Douro, agora classificada como zona sensível».

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