Região

Seis eventos para dinamizar Trancoso

Escrito por Jornal O Interior

A Feira de São Bartolomeu são dez dias, mas ao longo do ano Trancoso tem vários motivos para ser visitado. São seis os grandes eventos que fazem da cidade um destino muito procurado.
Em fevereiro/ março realiza-se a Feira do Fumeiro, dos Sabores e do Artesanato do Nordeste da Beira. Durante dois fins de semana, o pavilhão multiusos enche-se de produtos regionais certificados, como o queijo, pão, enchidos, vinhos, azeites, doçaria regional, mel e artesanato. Em maio, no dia 29, evoca-se um momento alto da história do concelho com a recriação da Batalha de Trancoso, travada em 1385 no planalto de São Marcos onde os portugueses deixaram os castelhanos a “pão e laranjas”. O espetáculo atrai anualmente centenas de espetadores e celebra «os que lutaram pela soberania nacional» e escreveram o primeiro capítulo da independência de Portugal do reino de Castela.
Com um passado rico em acontecimentos, Trancoso celebra, em junho, as Bodas Reais de D. Dinis e D. Isabel com uma das feiras medievais mais antigas da região (na foto). O enlace teve lugar numa pequena capela local a 26 de junho de 1282 e é atualmente motivo para uma viagem ao passado num fim de semana repleto de experiências e vivências da época.
No mês seguinte é a música que coloca Trancoso nos roteiros da região com o Festival de Música no Castelo. O evento teve este ano a quarta edição e subiu mais uns pontos com as atuações de Cuca Roseta e Jorge Palma, entre outros artistas. Em agosto acontece a centenária Feira de São Bartolomeu, que conta já 746 anos e faz da “cidade de Bandarra” o centro de negócios e animação do distrito.
Em novembro realiza-se a Festa da Castanha, uma iniciativa com a qual o município pretende homenagear e promover os produtores do concelho. Durante um fim de semana há uma feira setorial no Pavilhão Multiusos, animação, sessões de “showcooking”, jornadas técnicas, uma mostra gastronómica e um mega magusto. Atualmente, Trancoso é responsável por cinco por cento da produção de castanha em Portugal, que ronda as 33 mil toneladas, gerando para os produtores do concelho um rendimento de cerca de 4,5 milhões de euros anuais. Estes são os eventos de maior relevo organizados anualmente pelo município com o objetivo de atrair visitantes e contribuir para a dinamização da economia local e promoção do património e dos produtos tradicionais.

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