Opinião de João de Almeida Santos: O INTERIOR – 25 anos de Serviço Público

Escrito por João Santos

É com muito gosto que, com este artigo, respondo ao simpático desafio do Senhor Diretor de O INTERIOR para, no vigésimo quinto aniversário do jornal, nele escrever, a propósito, algumas palavras. E faço-o também como antigo colaborador que fui, desde o seu início e durante cerca de dez anos. Colaboração que, ao tempo aceitei, por reconhecer a importância da imprensa regional, designadamente, deste jornal, na vida das comunidades. Mas também porque sempre mantive uma estreita ligação afectiva à região onde nasci e cresci até aos meus vinte anos de idade. O INTERIOR permitia-me, assim, não só estar informado do que se passava na região, mas também participar, com os meus artigos, mais directamente na sua vida colectiva. Ligação importante para quem, como eu, vivia longe. Com efeito, somente cerca de cinco anos após a sua criação eu próprio viria a intensificar as minhas relações com a minha terra ao assumir as funções, durante dois mandatos, de presidente da Assembleia Municipal da Guarda e de presidente da Assembleia da CIM-Comurbeiras, de 2005 até 2013.
Sempre considerei a imprensa regional como um esteio fundamental da vida das regiões e da sua própria expressão política. É ela que permite aos munícipes terem um conhecimento mais pormenorizado dos principais assuntos que envolvem a vida da comunidade, tendo também acesso, através dela, a reflexões críticas sobre os assuntos em agenda (através das colunas de opinião), mas também aos assuntos da agenda pública nacional. A imprensa regional pode ser considerada como um importante corpo orgânico da democracia representativa, naturalmente a par das instituições públicas, aquela base que pode dar voz à cidadania em regime de proximidade. Se é verdade que a democracia local é a base mais substantiva da democracia, também é verdade que a imprensa local é o lugar onde ela mais directamente se exprime, porque representa uma expressão orgânica e directa do território, das instituições e das suas gentes.
Por isso, é nosso dever manifestarmos público reconhecimento quando um órgão da imprensa regional consegue manter-se, firme e resistente, ao longo dos tempos (neste caso, há vinte e cinco anos) como esteio da nossa democracia local. Nem de outro modo esta democracia estaria completa se a não tivesse como sua parte integrante, o único modo de manter a cidadania, e com a segurança informativa que decorre do seu código deontológico, informada e instruída acerca dos assuntos que lhe dizem directamente respeito. Por isso, os meus sinceros parabéns a O INTERIOR pelos seus 25 anos ao serviço da nossa comunidade.

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João Santos

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