A sorte está presente naquele momento em que saímos ilesos de um atropelamento certo. Ela também está connosco se nascemos sãos e vigorosos. A sorte carece do espanto e do agradecimento. Quando vem ajudar-nos surpreende e provoca gosto. Reparem naquele pontapé que empurra a bola que bate num defesa de outra equipa e depois na trave. Há sorte! Pensem como se prepararam de modo deficiente e as questões postas eram as que sabiam. Há ainda a sorte de nascer entre gente boa. Há sorte na pessoa que se escolhe para viver connosco.
– Oh Diogo Cabrita também há ponderação, trabalho e empenho a ajudar os resultados.
Claro que sim! Há esforço e dedicação para se conseguir com frequência ter bons resultados. Mas na realidade há esse momento que escapa a todos e nos escorrega ou desequilibra. É o momento de sorte e azar. Como uma boa mão num jogo de cartas. Tenho como verdadeiro que muitos buscam na Igreja a sorte. Não vão pela fé. Eles querem comprar sorte a um deus que nunca verão. Muitos rezam para excluir o azar e suas oferendas são interessadas. Penso que sorte não atende pedidos. A sorte aparece e esvai-se e é um tempero para a vida. Com sorte cumpre-se o desejo. A sorte é como a fé para os da sorte e azar, por isso têm tiques, usam gestos repetidos, superstições. Eu chamo-lhe as marés, e como as outras, vão e veem encantando as nossas escolhas.


