Estamos em ano de eleições autárquicas. Inserido no objetivo de melhorar a vida das pessoas e de alargamento a toda a sociedade portuguesa, o partido Chega tenciona apresentar-se a votos à maior parte das autarquias nacionais. Câmaras Municipais, Assembleias Municipais e Assembleias de Freguesia. Sabemos que é um objetivo ambicioso, mas exequível.
Se assim é no todo nacional, por maioria de razão é-o no distrito da Guarda e estamos a ultimar listas para todas as Câmaras e Assembleias Municipais, bem como a diversas Assembleias de Freguesia.
Por decisão partidária, e pessoal, os deputados à Assembleia da República tomarão parte neste combate e vê-los-emos a encabeçar listas às Câmaras ou às Assembleias Municipais.
É já conhecido que o deputado eleito pelo distrito de Viseu, mas residente em Seia, João Tilly, será o nosso candidato ao município de Seia. É também certo que, eu próprio, encabeçarei uma lista a um órgão autárquico. Isto distingue-nos dos outros partidos. Não nos movemos por lugares, mas sim pelo melhor para os portugueses e não enchemos a boca com o distrito pelo qual fomos eleitos para depois sermos candidatos a Câmaras Municipais mais apelativas. Isto de se publicitar o “amor à terra”, mas depois ir para onde mais nos agrada é o habitual nos partidos do sistema. No Chega é diferente. Serei candidato no distrito. Apesar de acusado de “paraquedista” aquando das eleições legislativas, não deixarei de me apresentar a defender, mais uma vez, a sua população e o seu território.
Perguntam, certamente, que tenho eu que ver com as terras egitanienses? Nada! Tudo!
Nada tenho a ver no que respeita a raízes, ligações familiares ou a grupos de pressão locais, mas tenho tudo no referente ao vínculo à Pátria, o que acontece em qualquer canto deste amado Portugal. As terras serranas, durienses e da raia são já um bocadinho de mim. Como é Águeda, Mealhada, Braga, Estremoz, Mafra, Lisboa, Santa Margarida, Vila Real, Ponta Delgada e Moçambique, São Tomé ou os Estados Unidos. Vivi em todos esses lugares, o que faz de mim um português de corpo inteiro. Sou minhoto, transmontano, beirão, alfacinha, alentejano, ilhéu e sou diáspora… Amo toda e qualquer parte do território pátrio, porque de todos os lugares trouxe algo e a todos os lugares dei algo de mim. Sou, talvez, “paraquedista” em qualquer lugar, mas garanto que tudo farei para ser considerado “mais um dos nossos”, pois é assim que, talvez presunçosamente, já me considero.
Esta é a vontade do partido Chega. Os nossos serão candidatos para que o que é nosso não seja esquecido e seja protegido. Assim, quando em setembro ou outubro formos chamados a exercer o nosso dever cívico de votar, saberemos que no boletim onde estiver representado o Chega estarão pessoas que colocam o bem comum acima do interesse particular. Estarão pessoas que, sendo ou não da terra, tudo farão para que a terra por onde forem eleitos seja a sua missão por quatro anos, lutando para que as suas populações tenham melhor qualidade de vida e orgulho do lugar onde vivem.
Em setembro ou outubro não haverá “paraquedistas”. Haverá amor à Pátria e aos portugueses!
* Deputado do Chega na Assembleia da República eleito pelo círculo da Guarda



