Cara a Cara

«O Côa Summer Fest tem impacto a todos os níveis em Foz Côa»

Cara A Cara
Escrito por Sofia Pereira

P –O Côa Summer Fest regressa a Foz Côa esta quinta-feira, o que é que está programado?
R – Temos um programa diversificado. No primeiro dia, esta quinta-feira, vamos ter o nosso Baile Funk, uma noite mais ligada à cultura brasileira com atuação de MC Du Black, Baile do Morro e Ricardo Ascenção, que é um artista da casa. Nos restantes dias entramos na música comercial, com algo mais ligado ao rap e hip-hop. O destaque do segundo dia é Lon3r Johny, mas a animação depois fica a cargo de Zinko, Shannon Booth e ainda do artista da casa Pardo. No último dia vamos ter atuação do Van Zee, outro dos nossos cabeças de cartaz, sendo que no dia 2 de agosto sobem a palco também o Detchi, Avô das Batidas e ainda Los Bandidos.

P – Qual é o impacto do Côa Summer Fest na região de Vila Nova de Foz Côa?
R – O Côa Summer Fest tem sido, felizmente, uma prova viva de que temos feito um bom trabalho, com impacto a todos os níveis em Foz Côa. Nestes três dias estimamos que o impacto económico (números estimados pela associação) ronda os 500 mil euros na nossa cidade. Temos restaurantes lotados, alojamentos praticamente todos cheios e é um orgulho quando chegamos aos supermercados e vemos que as prateleiras estão vazias: é sinal que estamos a consumir mais do que é habitual e, felizmente, temos tido em média entre 7 a 8 mil festivaleiros a entrar no Côa Summer Fest todos os anos. Tentamos dinamizar a nossa terra de todas as formas possíveis e da forma como conseguimos, tendo em conta que os recursos são escassos e falamos de uma associação juvenil com 50 participantes ativos e jovens. Ao longo do tempo tentamos fazer uma série de iniciativas para impactar a cidade como um todo. É um prazer vermos a cidade a encher de gente e jovens para um festival organizado por nós.

P – Para a Associação Juvenil Gustavo Filipe, quais são as maiores dificuldades aquando da organização do evento?
R – Temos dificuldades todos os anos, mas felizmente a experiência vai-nos ensinando e precavendo. Nos últimos anos, a coisa tem corrido cada vez melhor. Estamos cada vez mais preparados para receber os festivaleiros e para fazer este festival com a dimensão que ele já toma. A maior dificuldade é realmente sermos voluntários e trabalharmos no festival após o nosso horário de trabalho. Além disso, a preparação do evento exige muito mais tempo e é um desgaste grande. De resto, outras dificuldades que vão aparecendo são superadas com muita força de vontade e espírito de entreajuda.

P – Além das iniciativas da associação para angariar dinheiro para investir nas festas, há mais parceiros que contribuem para a concretização do Côa Summer Fest.
R – Sim, sem dúvida. O município de Vila Nova de Foz Côa e o IPDJ são os nossos maiores apoios. Sem eles nada disto era possível e claro que o município é a nossa grande ajuda. Mas temos outros parceiros que participam no festival Côa Summer Fest.

P – Depois do sucesso das últimas edições, qual é a expetativa para este ano?
R – Este ano fizemos um grande esforço. Temos vindo a fazer um trabalho, de há dois anos para cá, com o “rebranding” e o posicionamento da marca Côa Summer Fest perante o público mais jovem e temos sentido o efeito. Este ano olhamos para o festival e para o cartaz e pensamos de forma positiva, principalmente com o Lon3r Johny e o Van Zee, que vão trazer muitos jovens e muitos festivaleiros para a cidade.

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Dados de Perfil:

Nome: Ricardo Pimenta
Cargo: Membro da Associação Juvenil Gustavo Filipe que organizo o Côa Summer Fest
Idade: 25 anos
Naturalidade: Vila Nova de Foz Côa
Profissão: Marketing
Currículo (resumido): Licenciado em Gestão na Universidade de Coimbra. Frequentou o mestrado no Porto, no IPAM: Marketing Business School. Trabalhou sete meses na Cerealis e atualmente trabalha na EDP Comercial.
Filme: “The Avengers”

 

Sobre o autor

Sofia Pereira

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