Cara a Cara

«Estamos numa fase de restruturação, a mudar o reportório e a construir uma atuação nova e diferente do que existia»

Escrito por Diana Rodrigues

P – A Egitúnica faz 30 anos de existência esta quarta-feira, o que significa esta data?

P – São 30 anos de história, 30 anos a mostrar o espírito académico e a levar a Guarda a vários pontos do país. Estamos muito contentes por termos chegado a este número. Não é todos os dias que se faz 30 anos e estamos a organizar a comemoração com todos os elementos da tuna, e até mesmo aqueles que já não estão presentes, que já deixaram de estudar, mas que continuam ligados à Egitúnica, do Instituto Politécnico da Guarda.

 

P – Que dificuldades é que a Egitúnica está a passar?

R – Neste momento estamos numa fase de restruturação. Por exemplo, no que toca a atuações, não estamos a aceitar porque estamos a reestruturar a tuna. Temos um ensaiador novo, estamos a mudar as músicas, reportório e construir uma atuação do zero, completamente nova e diferente daquilo que existia. A ideia é termos essa atuação consistente para depois começarmos a aceitar atuações e participar novamente em festivais com o novo reportório, sempre com a identidade da nossa tuna, mas com coisinhas frescas que já estávamos a precisar. O reportório anterior foi-se alterando ao longo dos anos, temos umas músicas mais antigas do que outras, como, por exemplo, “Amor de Inverno”, que é mais recente, e a adaptação de “Teu Nome”. Assim sendo, estamos agora a criar novas coisas e músicas, dando uma nova roupagem ao que já existia.

 

P – Quantos elementos constituem atualmente a Egitúnica?

R – Temos pessoas que fazem parte da tuna e que estão na Guarda, mas outra parte não. Na cidade temos cerca de 20 elementos, mas há muitos membros que já terminaram os estudos, estão nos seus trabalhos, têm a vida orientada, mas continuam a participar nos eventos e nas atuações da Egitúnica – como são exemplo a comemoração dos 30 anos, o festival “A Ribeirinha”, entre outros. São membros com uma presença mais pontual, mas que continuam a estar presentes e tomar decisões em conjunto connosco.

 

P – Para celebrar os 30 anos da Egitúnica têm um jantar planeado. Como vão ser as comemorações?

R – Vamos comemorar no próximo sábado, apesar do dia de aniversário da tuna ser a 13 de maio, esta quarta-feira. Ainda assim, vamos organizar um jantar de gala no café-concerto do Teatro Municipal a Guarda que vai contar com a presença de várias gerações de elementos da Egitúnica, seja da composição atual, como quem já por lá passou, membros fundadores, entre outros. Vai ser um momento aberto a toda a comunidade, pelo que lançámos inscrições para quem se quiser juntar a nós nesta comemoração.

 

P – Quando pretendem ter novamente a Egitunica nos palcos, com o novo reportório e imagem?

R – O facto de termos pessoas que estão a estudar na Guarda, mas não são de cá, que é o caso da maior parte dos elementos da nossa tuna, coloca-se a questão das férias que dificulta um pouco o processo. No entanto, esperamos que já no próximo ano consigamos ter as coisas preparadas para conseguirmos apresentar a nova imagem da Egitúnica e subir a palcos novamente.

 

PERFIL

Beatriz Martins, Presidente da direção da Egitúnica

Idade: 23 anos

Naturalidade: Oleiros

Currículo (resumido): licenciada em Animação Sociocultural pelo Instituto Politécnico da Guarda; trabalha actualmente no Hospital Júlio de Matos (Lisboa), na área da saúde mental. Integrou a Egitúnica há cinco anos e é presidente da direção há cerca de um ano.

Livro preferido: “Os Lusíadas”, de Luís de Camões

Hobbies: música

Sobre o autor

Diana Rodrigues

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