Sem categoria

Prejuízos ultrapassam os cinco milhões de euros no distrito da Guarda

Fogo
Escrito por Sofia Pereira

O distrito da Guarda regista este ano a maior área ardida de Portugal, com mais de 79 mil hectares queimados pelos fogos rurais, cerca de 31 por cento da área total do país

Os incêndios deste mês de Agosto devastaram cerca de «30 por cento do território de Aguiar da Beira» segundo estimou a autarquia nos dias seguintes à passagem pelas chamas.
Os prejuízos ainda não foram contabilizados na totalidade, mas o presidente da Câmara Municipal, Virgílio Cunha, tendo em conta os números «já apurados junto das populações e também contabilizando os pedidos de quem veio diretamente ao Gabinete de Apoio», os prejuízos já rondam o «1 milhão e 700 mil euros». Virgílio Cunha nota que «já há quem tenha sido ressarcido pelos prejuízos apresentados, e alguns já foram pagos», mas não descansa e garante que «os restantes processos estão a ser acompanhados, alguns até a ser vistoriados no terreno e está a desenvolver-se com naturalidade».
Ainda assim a autarquia já assinou um contrato com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no «valor de 100 mil euros, para a proteção das linhas de água que debitam na Barragem da Fumadinha e outras de águas subsidiárias de alguns rios com mais significado de caudal». Além disso, o autarca de Aguiar da Beira adiantou também que já assinou um contrato programa com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) no valor de «128 mil euros para estabilizar algumas encostas, para que o arrastamento de terras não se venha a sentir».
Ainda assim, há mais prejuízos que ainda têm de ser contabilizados, nomeadamente a «intervenção em caminhos e a desobstrução de linhas de água». Os incêndios do mês de agosto passaram de localidade em localidade espalhando o flagelo das chamas pelo interior do nosso país. Uma das frentes ativas no Sátão, distrito de Viseu, progrediu até Aguiar da Beira e a destruição foi o que ficou para contar a história.
Na Mêda estima-se que os incêndios de agosto tenham provocado entre 3 a 4 milhões de euros de prejuízos, segundo adiantou o autarca local, João Mourato. A O INTERIOR o edil adiantou que «houve mais de 700 pedidos de ajuda devido aos prejuízos», e tendo em conta a organização da autarquia, «passar por cada freguesia de cada vez, já há mais de 300 candidaturas feiras e podemos chegar às 600, 700 candidaturas», estima João Mourato.
Ainda assim, para a recuperação dos solos também há muito dinheiro que tem de ser investido no concelho da Mêda. Nesta fase inicial João Mourato fala em «800 mil euros: 145 mil euros para a Agência Portuguesa do Ambiente, 45 mil euros do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e ainda600 mil euros para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Na totalidade, João Mourato estima que as contas resultem entre «3 a 4 milhões de euros de prejuízos» causados pelas chamas que passaram pelo concelho da Mêda este verão.
O concelho do Sabugal também foi fortemente afetado em agosto quando as chamas consumiram «30 mil hectares de terreno, e causaram quase um milhão de euros de prejuízos», contabilizados numa primeira fase de levantamentos, segundo o autarca Vítor Proença.
Até meados de setembro foram apresentadas à autarquia 75 candidaturas a pedidos de apoio, algumas já aceites e outras em análise. Vítor Proença, presidente da Câmara do Sabugal, adiantou os números e acrescenta que para a recuperação dos solos podemos falar de 12 milhões de euros.
No caso de Seia, o presidente da Câmara Municipal, Luciano Ribeiro, adianta que ainda não foi possível ter uma estimativa inicial dos prejuízos causados aos cidadãos, mas já anunciou a assinatura de contratos com a Agência Portuguesa do Ambiente, no valor de 240 mil euros, e outro com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, no montante de 177 mil euros.
Na sexta-feira o Governo assinou acordos com 89 câmaras municipais para reparar os danos provocados pelos incêndios. De notar que mais municípios do distrito da Guarda foram afetados pelas chamas que começaram tanto no Piódão como em Sernancelhe, mas há concelhos, nomeadamente Trancoso, Seia e Almeida que ainda não conseguiram fazer uma primeira estimativa dos prejuízos causados pelos incêndios deste verão.

Sobre o autor

Sofia Pereira

Deixe comentário