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Sérgio Costa diz que não haver jornais nacionais na região «é o fim da picada»

Escrito por ointerior

O presidente da Câmara da Guarda diz que a possibilidade da VASP deixar de distribuir jornais e revistas em oito distritos do interior, entre os quais o da Guarda, é «o fim da picada».
«Se isso acontecer, está em causa o Estado democrático, pode estar em causa a cultura e a informação do país e a educação. Espero que isso não aconteça e que o Estado resolva esse problema com a empresa», disse Sérgio Costa a O INTERIOR no final da reunião quinzenal do executivo, realizada na terça-feira. Para o autarca, «nós não podemos ficar sem notícias, porque o país anda a várias velocidades, vai continuar a andar e, pior ainda, vamos ficar sem informação de órgãos de comunicação social muito importantes do país». O edil guardense receia que a situação, a concretizar-se, possa resultar numa espiral que será prejudicial para a região: «Se deixarmos de receber esses jornais, mais tarde serão as nossas notícias que deixam de sair nesses jornais e as notícias desses jornais que deixam de ser veiculadas nesta zona raiana do país. Isso não é admissível nos dias de hoje», criticou. Sérgio Costa apelou às partes envolvidas para que seja encontrada «uma solução» para o problema. «É normal que cada um estique a corda à sua medida, mas é preciso que se encontre a tensão necessária e certa na corda para que ela não rebente», concluiu.
Também o vereador da coligação PSD/CDS-PP/IL, João Prata, manifestou a sua preocupação com este aviso da VASP, que disse esperar que não se concretize. «Dissemos na campanha e voltamos a dizer que a Câmara Municipal, não podendo apoiar diretamente os órgãos de comunicação social, poderá fazê-lo de outras formas e nós estaremos ao lado dessas decisões», sugeriu. João Prata aludiu, por exemplo, a fazer chegar os jornais locais às associações do concelho.

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