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Distrito da Guarda tem a maior área ardida do país

Incêndios
Escrito por ointerior

O distrito da Guarda regista este ano a maior área ardida de Portugal, com mais de 79 mil hectares queimados pelos fogos rurais, cerca de 31 por cento da área total do país. Seguem-se Viseu e Castelo Branco, com cerca de 39 mil hectares. Sabugal, Trancoso, Sernancelhe, Covilhã, Arganil, Mêda e Penedono destacam-se como os concelhos onde ocorreram os maiores incêndios do ano, representando 71 por cento do total.
Desde o início do ano já arderam em Portugal 254.296 hectares, sendo a mais elevada da última década. De acordo com o relatório do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a região mais afetada pelos fogos é a região das Beiras e Serra da Estrela, com mais de 102 mil hectares ardidos, cerca de 40 por cento da área total ardida no país, seguida da região do Douro, com 51.930 hectares, e da Região de Coimbra, com 25.449 hectares. A grande maioria destes incêndios ocorreu em meados de agosto. O documento refere também que, até 31 de agosto, registaram-se 83 grandes incêndios que resultaram em 245.014 hectares de área ardida. O maior fogo foi o que começou a 13 de agosto no Piódão (concelho de Arganil) e durou 11 dias, tendo atingido os municípios de Seia, Covilhã, Fundão e Castelo Branco, entre outros, e que consumiu, segundo o ICNF, 65.417 hectares de floresta.
Seguem-se os fogos nos concelhos de Trancoso, com 46.325 hectares, e de Sátão (distrito de Viseu), com 13.769 hectares. Surgem depois o de Sortelha (concelho do Sabugal), com 11.780 hectares, o de Freixo de Espada à Cinta, com 11.460 hectares, e o de Aldeia de Santo António (Sabugal), com 10.620 hectares.
Do total de 7.042 incêndios rurais verificados até 31 de agosto, 4.786 foram investigados e têm o processo de averiguação de causas concluído (68 por cento do número total de incêndios – responsáveis por 16 por cento da área total ardida). Até à data, as causas mais frequentes dos incêndios em 2025 são incendiarismo (31 por cento), queimadas extensivas de sobrantes florestais ou agrícolas (9 por cento) e queimas de amontoados de sobrantes florestais ou agrícolas (7 por cento). Conjuntamente, as várias tipologias de queimas e queimadas representam 25 por cento do total das causas apuradas e os reacendimentos representam 10 por cento do total.

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