Por que é que a Guarda não evoluiu?

Escrito por Diana Santos

No aproximar da hora de escolha dos protagonistas políticos para os próximos quatro anos, há algumas perguntas que devem ser feitas: Queremos que a Guarda continue como está? O futuro constrói-se com protagonistas do passado? Estaremos ainda à altura de uma capital de distrito? Procuramos competência e visão ou basta-nos a simpatia e o reconhecimento fácil?
Definidos os rostos da maioria dos projetos políticos que se vão apresentar às próximas eleições autárquicas do concelho da Guarda, a decisão é dos guardenses. Para tal, devem ainda conhecer as propostas e os elementos das listas para os diferentes órgãos: Câmara Municipal, Junta de Freguesia e Assembleia Municipal.
É neste contexto que se torna inevitável fazer um balanço sério e honesto. Os últimos quatro anos foram liderados por um movimento dito independente, encabeçado por Sérgio Costa. No entanto, o resultado é claramente negativo. A Guarda não viu nascer qualquer obra estruturante, nem se afirmou no plano regional ou nacional. A cidade perdeu protagonismo, perdeu tempo e perdeu oportunidades.
Por outro lado, o candidato agora apresentado pela candidatura do PSD passou duas décadas a liderar a Junta de Freguesia de S. Miguel da Guarda e a Junta de Freguesia da Guarda, ininterruptamente.
A Guarda tem a maior Junta de Freguesia do concelho, sendo uma estrutura com meios, dimensão e responsabilidade equiparáveis a uma Câmara Municipal. Ainda assim, nunca se distinguiu, no mandato de João Prata, por uma visão moderna, nem por uma gestão capaz de responder aos desafios urbanos. A freguesia foi tratada como um território rural, centrando a sua atuação em tarefas básicas, como a manutenção do cemitério, enquanto a cidade aguardava por políticas de reabilitação, dinamização social e valorização do espaço público.
Dois presidentes, dois percursos distintos, o mesmo resultado: estagnação.
É legítimo que os cidadãos perguntem: o que faltou? E, mais importante ainda, o que poderá mudar?
A Guarda precisa de uma liderança com visão estratégica, com capacidade de execução, com preparação e sentido de missão pública. Precisa de projetos que articulem desenvolvimento económico, coesão social, cultura e qualidade de vida. Precisa de políticas pensadas com rigor, participadas com transparência e executadas com responsabilidade. E precisa, acima de tudo, de protagonistas que coloquem os interesses da Guarda acima de quaisquer agendas pessoais ou ambições partidárias, que saibam liderar, ouvir e decidir. Que tenham uma visão a longo prazo e uma equipa competente para definir e implementar uma estratégia evolutiva.
O tempo da resignação tem de ficar para trás. Os guardenses têm agora nas mãos a possibilidade de escolher um caminho diferente. Com ambição. Com exigência. Com esperança fundamentada numa alternativa sólida, credível e preparada para governar. Com a Guarda no Coração.

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Diana Santos

Responder a Antônio Vasco Saraiva da Silva X

3 Comentários

  • ” A Guarda precisa de uma liderança com visão estratégica, com capacidade de execução, com preparação e sentido de missão pública. Precisa de projetos que articulem desenvolvimento económico, coesão social, cultura e qualidade de vida. Precisa de políticas pensadas com rigor, participadas com transparência e executadas com responsabilidade. E precisa, acima de tudo, de protagonistas que coloquem os interesses da Guarda acima de quaisquer agendas pessoais ou ambições partidárias, que saibam liderar, ouvir e decidir. Que tenham uma visão a longo prazo e uma equipa competente para definir e implementar uma estratégia evolutiva.” Ou seja outra oligarquia proveniente do estado….política… a viver do estado…mais do mesmo…ou pior. Mais que paridades de género, precisamos de paridades entre o funcionalismo e a sociedade civil… enquanto os cargos eleitos e de nomeação visarem o topo do funcionalismo, será mais do mesmo, senão pior, pois as virtudes do chico espertismo e de favor que estes exaltam, falam por si.

    • Bom dia
      Eu mesmo pensei avançar a presidência desta câmara da cidade que eu amo
      Tentei com ideias e projetos
      Uma vez tentei fazer uma conferência de imprensa e me apercebi que o problema desta cidade está nas pessoas
      Uma cidade pequena em que as instituições e a câmara seguem de mão dada
      Esta presta vassalagem a todas as instituições pois precisa delas para o sobreviver
      Me dei conta o quanto está ligado tudo isto por um conjunto de interesses
      Desisti depois de me aperceber que o sistema instalado nesta cidade não tem interesse em mudar o que quer que seja
      Tinha ideias tinha projetos
      Desisti de avançar
      Tentei um apoio de um partido neste caso o PS
      E com quem eu falei na altura também ele já tinha como objetivo se candidatar a câmara
      Logo eu percebi que não teria hipótese
      Saio triste
      Porque continuo a não ver gente com identidade para defender esta cidade
      Vejo gente que se mexe por interesse pessoal e não para defender uma causa pública
      Vi gente avançar sem apoio mas a auto se propor com convicção assente no passado e sem estratégia e visão de futuro
      Amo esta cidade e aquilo que vamos continuar assistir
      É uma cidade encantadora neste interior esquecida no tempo
      Seria preciso que outros pudéssemos avançar sem que a sombra de muitos que sempre viveram e se encontram aos partidos e sem que hoje tenham ideias ou saibam defender um conjunto argumentos para que esta cidade possa avançar
      Defendi novas obras que considero estruturais para esta cidade
      Preparar esta cidade para os próximos 50 anos
      Assim e enquanto vivermos esta teia que está montada
      Dificilmente podemos sair de onde estamos
      Tenho pena por nós e por aqueles que iram vi um dia
      Não avancei porque me vi sozinho contra uma série de tubarões que se habituaram a viver a custa dos partidos
      Tenho ideias tenho visão tinha projetos mas maus uma vez tenho de ficar de fora
      Assim temos àquilo que merecemos

      Mesmo assim disponível para vos ajudar a encontrar soluções para esta minha amada cidade da Guarda

      Vasco

  • Estes que se habituaram a viver dis partidos tem de dar lugar a outros que têm vontade de aparecer
    Não para terem ou serem protagonistas mas para deixarem uma marca que possa acrescentar algo a todos nos
    Estar na política exige responsabilidade e pensar algo e sem medo
    Estar na presidência desta cidade
    É exigir que se faça obra de interesse público
    Falar pouco , ouvir muito e fazer muito mais
    A Guarda tem aquilo que merece
    Porque as suas gentes assim o querem