Em março de 2026 expirou, no Brasil, a patente de Semaglutida (o Ozempic), que é uma primeira revolução farmacológica contra a diabetes e o excesso de peso.
Sabemos que a diabetes se caracteriza por polidipsia e poliúria, ou seja, beber quantidades enormes de água (porque se tem uma sede insaciável) e urinar constantemente.
Com a cirurgia da obesidade foi-se identificando hormonas como GLP-1 e GLP-2, Grelina e outras que eram responsáveis pela insaciabilidade alimentar e podiam cortar-se lugares do corpo onde eram produzidas. Entretanto, a indústria farmacêutica foi elaborando agonistas destas hormonas, primeiro únicos como o Ozempic, depois duplos como o Mounjaro (Tirzepatida) e mais recente, vem a tripla ação Retatrutida, apelidada de “triple G”, que vai sobre GLP-1, GIP e Glucagon.
A par desta revolução química veio o sucesso mundial do livro “A Revolução da Glicose”, de Jessie Inchauspé, que, como um texto ideológico, converte as pessoas ao “Inchauspismo”. Comer de outro modo, elaborar um raciocínio que altera a roda dos alimentos e oferece soluções comportamentais para obter menos 15% de massa corporal, o que reduz os perigos da hiperglicémia por si mesmo.
A revolução está em todo o lado: sistemas de medição para monitorizar o açúcar em circulação (o “free style”), bombas de insulina ou pâncreas artificiais, nano bombas de infusão como a medtrum Nano, engenharia a partir de células multipotenciais (as células tronco) que desenvolverão novos pâncreas, a imunoterapia a salvar o que nos resta dos pâncreas doentes.
O que falta aqui é explicar a importância da mesma indústria na construção deste malefício humano que foi a síndrome metabólica pós-anos 80, provocada pela obesidade. A obesidade foi construída pela mesma indústria que agora enriquece a tratar o que semeou com fertilizantes, corantes, adoçantes, excessos de açúcares em alimentos processados.
Esse é outro tema.



