Economia

João Carvalho investe mais de 3 milhões no Douro

Escrito por Sofia Craveiro

Produtor proeminente da Beira Interior adquiriu quinta de 25 hectares no Pocinho para «complementar» o seu leque de vinhos e onde espera produzir 200 mil garrafas daqui a seis anos

A Quinta do Pocinho e a Região Demarcada do Douro são o novo desafio vinícola de João Carvalho, um dos mais proeminentes produtores da Beira Interior. O empresário vai investir mais de 3 milhões de euros numa adega de raiz e na plantação de novas vinhas numa zona sobranceira ao rio Douro, naquela localidade do concelho de Vila Nova de Foz Côa.

«Não farei vinhos piores ou melhores do que na Beira Interior, mas o prestígio e a notoriedade são totalmente diferentes», considera o ex-presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior e proprietário da Quinta dos Termos. Com este projeto, João Carvalho quer aumentar o seu portfolio de vinhos e ter néctares com «características diferentes»: «Atualmente, já estamos em dois pontos diferentes da Beira Interior e chegamos ao Douro. A Quinta do Pocinho está a 102 quilómetros da Quinta dos Termos, não é assim tão longe. Mas o nosso objetivo é continuar a investir e produzirmos futuramente noutras regiões», acrescenta o produtor, que conta mais tarde fazer também Vinho do Porto.

A paisagem «deslumbrante» do Douro e o potencial da região foram os principais motivos que levaram João Carvalho a investir no Pocinho, onde, no prazo de cinco anos, vai erigir uma nova adega, num projeto «arrojado» do arquiteto Jorge Palma, e plantar mais cinco hectares de novas vinhas. «Já estamos a trabalhar no local, na recuperação das vinhas existentes, e já fizemos uma vindima este ano. A nossa expetativa é iniciar a obra da adega em março», adianta o empresário. No total, a quinta terá 25 hectares onde predominam castas como a touriga nacional, touriga franca, sendo que as novas vinhas terão tinto cão, souzão e tinta roriz nos tintos. A zona mais alta do projeto está reservada para os brancos e avançará numa fase posterior do projeto.

«Da vindima deste ano teremos um branco no mercado em março e um tinto lá para julho comercializados como Quinta do Pocinho. São vinhos ótimos e até superaram as expetativas que tinha do Douro», sublinha João Carvalho, que espera produzir 200 mil garrafas de brancos e tintos «daqui a cinco ou seis anos», bem como vinho do Porto, que «só estará no mercado daqui a dez/ 15 anos». A adega vai ter uma loja e uma sala de provas e nesta fase inicial emprega três pessoas, posteriormente dará trabalho a «8/ 10 funcionários a tempo inteiro», refere o empresário, que destaca a «colaboração total» do município de Vila Nova de Foz Côa no desenvolvimento do projeto.

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Sofia Craveiro

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