Os sub14 da Associação de Basquetebol da Guarda venceram, no sábado, a série B da Festa do Basquetebol Juvenil, que decorreu em Albufeira, e garantiu um lugar entre as melhores seleções distritais do escalão na próxima edição.
Orientados por Daniel Branquinho, os jovens guardenses derrotaram a equipa de Viana do Castelo por 47-38 e conquistaram um lugar na Série A em 2027 após uma prestação sem derrotas na competição organizada pela Federação Portuguesa de Basquetebol. Foi a primeira vez que uma seleção distrital da Guarda disputou e venceu uma final deste torneio. Também os sub16 estiveram em destaque, tendo perdido com Braga (53-41) o jogo de acesso à final da série B. Em femininos, o desnível competitivo das duas seleções da Guarda foi bem mais notório, uma vez que as sub14 apenas ganharam uma partida e as sub16 não tiveram argumentos perante adversárias muito mais fortes. Apesar disso, a organização do torneio atribuiu-lhes o prémio “fair play”.
A O INTERIOR, Fernando Madeira, presidente da Associação de Basquetebol da Guarda (ABG), considerou que os objetivos desta participação foram «quase alcançados». Como não podia deixar de ser, o dirigente destacou a vitória dos sub14 na série B, que classificou de «feito histórico» para o basquetebol distrital e para «as pequenas associações, como a nossa, que se debatem com a falta de atletas». A esse «brilharete» há que juntar as três vitórias dos sub16, que apenas foram derrotados pelo Braga, que viria a ganhar a série B do escalão. «No setor feminino, já sabíamos que as nossas limitações, mas as nossas atletas nunca baixaram os braços, lutaram e não desanimaram», disse o presidente da ABG.
Fernando Madeira realçou que a prestação das seleções da Guarda em Albufeira tem vindo a melhorar nos últimos anos, fruto do «trabalho da associação e da equipa técnica, com mais concentrações e treinos para os nossos atletas se prepararem para um ambiente de competição exigente como é Albufeira». O responsável assume que o objetivo e continuar a melhorar «no aspeto desportivo, técnico e diretivo dar as melhores condições aos selecionadores para poderem trabalhar e desenvolverem os atletas». Para o futuro, o presidente da ABG assumiu que é preciso conseguir desenvolver o basquetebol feminino. «É um problema com que a associação se debate há vários anos. Temos que tentar aproveitar estas vitórias e estas mensagens de esperança para chamar mais atletas. As meninas têm que ver o basquetebol como um desporto de competição e de evolução, quer na parte física, quer na parte mental, social», afirmou.




