Cara a Cara

«O MotorPet são muitas histórias de dezenas de adoções, tantas que já lhes perdemos a conta»

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P – O MotorPet tem ganho destaque ao longo do tempo, mas recuando até ao início, de onde surgiu esta ideia?
R – O MotorPet surgiu com uma brincadeira entre um grupo de amigos. Juntámo-nos uma noite para beber um café, todos nós com motas, e achámos que poderia surgir dali uma união improvável entre as motas e uma outra paixão que nós temos: os animais. E falamos de animais muito especiais, porque são animais em situação de abandono, e pensámos “e porque não criarmos uma fusão improvável entre motards, as nossas motas e estes animais que estão em situação de abandono?”. A partir daí falámos com o Canil Municipal da Guarda, que nos abriu de imediato as portas e o coração, para que pudéssemos ir lá fotografar aqueles animais e dar-lhes a oportunidade de serem ainda mais felizes.

P – Começaram esta jornada no ano passado e os frutos que colheram até hoje têm-se revelado os esperados? Que balanço faz?
R – É um balanço muito positivo, sem dúvida. Começou por ser uma coisa muito pequenina, mas acabou por se revelar uma coisa extraordinária. Tivemos tanta divulgação, em termos de televisões, de rádios, de jornais, de revistas, é um balanço muito positivo. E estamos a crescer, queremos continuar a divulgar. O nosso sonho é que chegue o dia em que não exista um único animal no canil.

P – E quando falamos em ajuda, a quantos animais já conseguiu atribuir uma família?
R – Essa é mesmo aquela pergunta a que – ainda bem – não tenho uma resposta, porque já lhes perdi a conta. Nos primeiros dias do MotorPet (1 e 15 de dezembro), deparámo-nos com muitas pessoas dispostas a ajudar e nós, claro, que demos oportunidade a mais animais. Foram adotados cães e gatos nos dias das sessões fotográficas porque foi amor à primeira vista, ou à primeira lambidela. São muitas histórias de dezenas de adoções. E com as fotos, as pessoas podem não conseguir aquele animal específico, por já ter sido adotado, mas abre-se a porta a tantos outros que estão por adotar e também por conhecer.

P – Depois da Feira do Livro Solidária, o que podemos esperar do MotorPet este ano?
R – Vamos dar continuidade àquilo que nos fez começar: os animais que estão a cargo do Canil Municipal da Guarda. Em princípio, desta vez, não será em dezembro, ainda temos a data um pouco difusa, talvez tenhamos um novo evento em novembro. Mas a ideia é dar continuidade àquilo que foi a primeira edição do MotorPet e continuar a fotografar os animais que estão à guarda do Canil Municipal para lhes dar visibilidade e para, no fim, conseguirmos arranjar-lhes uma família a tempo inteiro.

 

CARA A CARA a Marta Inácio, membro da organização do MotorPet.

Sobre o autor

Luís Baptista-Martins

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