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Protestos chegam a São Bento a 13 de outubro

Portagens

A Plataforma pela Abolição das portagens na A23 e A25 promete não abrandar a sua luta e, depois das marchas lentas que ocorreram nos últimos meses em vários pontos da região, o próximo passo será protestar junto à residência oficial do primeiro-ministro, para exigir a reposição do anterior modelo sem custos para o utilizador. A ação está marcada para 13 de outubro, conforme anunciou o movimento numa conferência de imprensa na passada segunda-feira.

«Esta é uma iniciativa que temos vindo a adiar e esse adiamento não tem a ver com falta de vontade de a fazer, mas sim com a intenção de dar o espaço necessário à negociação porque não é de ânimo leve que lançamos um apelo às pessoas para se deslocarem do interior para Lisboa», afirmou Luís Garra, coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco. A ação está, no entanto, dependente da forma como vão decorrer as negociações com o Governo para a redução progressiva das portagens, mas por agora «já temos algumas Câmaras Municipais que manifestaram apoio através da disponibilização de autocarros», adiantou o sindicalista.

Até 13 de outubro haverá entretanto outras ações de contestação, sendo que a primeira decorre hoje, com a realização de uma marcha lenta, a partir de Castelo Branco e da Covilhã, que, pela primeira vez, vai ser realizada na autoestrada A23. O presidente da associação empresarial da Beira Baixa, José Gameiro, está convicto que é «com este tipo de ações que a nossa reivindicação ganha um maior impacto». Para dia 27 está também previsto um debate em Castelo Branco com a presença de Paulo de Morais, presidente da associação Frente Cívica, e Anselmo Castro, vice-reitor da Universidade de Aveiro. O primeiro interveniente tem vindo a promover sessões de esclarecimento sobre a Lei de Extinção dos Contratos de Parceria Público-Privada (PPP) no domínio rodoviário. A Frente Cívica pretende avançar com uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos nesse sentido, pois «as PPP rodoviárias representam um prejuízo para o erário público de aproximadamente 11 mil milhões de euros, razão pela qual, a Frente Cívica se propõe recolher 20.000 assinaturas que permitam a sua discussão na Assembleia da República».

Segundo o porta-voz do movimento empresarial “Pela Subsistência do Interior”, Luís Veiga, no debate os oradores vão demosntrar o «“bluff” associado às parcerias publico-privadas rodoviárias. Vão provar que se o Governo quisesse reverter todo esse negócio, que é mau para o país, conseguiríamos poupar 11 mil milhões de euros».

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