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Associação Comercial da Guarda quer vender sede

A venda do imóvel é, para a atual direção liderada por Miguel Alves, a única forma de conseguir recursos financeiros para liquidar dívidas. O assunto vai ser debatido numa Assembleia-Geral extraordinária marcada para 9 de outubro.

A Associação Comercial da Guarda (AGC) quer vender o edifício onde está a sede social da instituição, no centro histórico, para pagar a conta corrente dos fornecedores e outras despesas da instituição. O assunto vai ser debatido pelos sócios numa Assembleia-Geral extraordinária – que se prevê polémica – convocada para 9 de outubro, a partir das 21 horas.

Segundo apurou O INTERIOR, a venda do imóvel vai ser justificada como sendo a única forma de conseguir recursos financeiros para liquidar dívidas e permitir que a ACG saia do “garrote” a que está sujeita e mantenha a sua atividade de apoio e formação aos empresários do comércio tradicional. Isto porque a direção aguarda o pagamento de verbas de projetos e iniciativas candidatadas aos fundos comunitários e a programas nacionais. A avaliação do edifício está em curso e o valor só será conhecido na AG de outubro. Não é a primeira vez que as dificuldades financeiras levam a direção da Comercial, atualmente presidida por Miguel Alves, a tentar a possibilidade de desfazer-se de património. No entanto, todas as tentativas não resultaram, primeiro porque os sócios não permitiram e depois porque o imóvel, onde funcionou a Escola Comercial, não estava ainda registado como sendo propriedade da associação, o que só ocorreu há poucos anos. Em 2007, a direção liderada por Paulo Manuel ponderou usar a sede como garantia para contrair um empréstimo bancário. Na altura, a ACG tinha um passivo superior a um milhão de euros e um activo de mais de 1,3 milhões.

Nesse sentido, para assegurar o pagamento, a instituição pretendia vir a hipotecar a sua sede como forma de garantia à banca, para contrair um empréstimo para pagar a fornecedores e, dessa forma, diminuir o passivo da instituição. Três anos depois a sede social ainda não estava em nome da ACG e continuava na lista de possíveis soluções para resolver os problemas financeiros. Nesse ano, a entrega do edifício como aval bancário na contratação de um novo empréstimo já não estava «de momento em cima da mesa», mas também não estava totalmente descartada, disse na altura Paulo Manuel a O INTERIOR. Oito anos depois, a instituição está de novo na casa de partida para resolver os seus problemas financeiros e dificuldades de tesouraria. Só que desta vez o objetivo não é hipotecar o imóvel, mas sim vender.

Luis Martins A avaliação do edifício está em curso e o valor só será conhecido na AG de outubro

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