Política

José Luís Carneiro avisa que regionalização «não pode servir para criar mais lugares»

Escrito por Luís Martins

José Luís Carneiro está na Guarda, esta sexta-feira, para apresentar a sua moção estratégica aos militantes, no âmbito das diretas para a presidência do Partido Socialista (PS), e participar, esta noite, na abertura da IIª edição da Academia Almeida Santos, que marca o início das celebrações dos cem anos do nascimento de António Almeida Santos, que foi presidente do PS, da Assembleia Municipal da Guarda e da Assembleia da República.

Ao final da tarde, o secretário-geral do PS participou num encontro com representantes da sociedade civil e militantes no Politécnico da Guarda, onde apresentou, entre outras propostas, os contratos territoriais de desenvolvimento, que considerou «o instrumento para responder à necessidade de coesão económica, social e territorial no nosso país».

«Os contratos de desenvolvimento territorial mobilizarão para o território, quer a política económica, quer a política fiscal, quer os fundos europeus, quer os fundos nacionais, proporcionando e garantindo melhores condições de vida, de trabalho, de salários dignos e de coesão económica e social», afirmou aos jornalistas, antes da sessão.

Sobre a regionalização, José Luís Carneiro disse que tenciona avaliar a descentralização e a desconcentração de poderes nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regionais e avançar com a proposta de realização de um referendo para «perguntar aos portugueses se querem que as funções das Comissões de Coordenação sejam de nomeação do Governo ou se querem que sejam de escolha popular, de escolha eleitoral».

O líder do PS acrescentou que a regionalização «não pode servir para criar mais lugares», mas deve servir para «aproximar o poder das populações e para responder também de forma mais rápida às necessidades de desenvolvimento dos territórios para a criação de emprego e de oportunidades, de valorização da economia regional». Saiba mais na próxima edição de O INTERIOR.

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