Bilhete Postal de Diogo Cabrita: Eleições

Escrito por Diogo Cabrita

António José Seguro é agora o candidato vencedor às eleições presidenciais. Alguns estarão a tomar pastilhas Reni para engolir o “poucochinho”. Portugal escolhe um homem honesto, um homem de convicções e deixa André Ventura com uma honrosa votação. A importância destes resultados será ditada pela realidade. Como reagirá o próximo Presidente às adversidades económicas, à leitura do crescimento da direita na Europa, à sopa de apoios que lhe deu a eleição e agora se digladiará, à assimilação dos seus traidores, ao comportamento do Governo que tem estado em roda livre?
António José Seguro recebeu um voto transversal da direita à extrema-esquerda, que lhe dá uma legitimidade para o cargo, mas não significa solidez, não significa estar imaculado. A esquerda vai cobrar já no mês de fevereiro. A direita vai lembrar o seu apoio também. A sua legitimidade é total, mas a sustentabilidade do seu eleitorado é baixa. Vejo um mandato complexo. A realidade mantém o crescimento metódico e sistemático de André Ventura. A força política do líder que perde a eleição, mas se legitima e começa a preparar a próxima votação é muita. Antevejo a reorganização do PS e a vontade do Chega a derrubarem o orçamento de 2027. A vitória de Seguro também permite a José Luís Carneiro fazer a recolocação do PS na esquerda moderada e democrática, de onde fugiu para um dislate esquerdista. Nunca esqueçamos que o PS de António Costa recusou um entendimento de regime com o PSD de Rui Rio, que podia ter colocado Portugal no caminho das reformas necessárias ao crescimento do PIB e com isso a melhor saúde, justiça, educação, habitação. As trevas, o Diabo, chegaram na construção de uma narrativa esquerdista, numa governação autista, apesar da maioria. Um homem de poucas qualidades governou Portugal!
O ano de ouro é agora 2027 e este que atravessamos será de contar espingardas, baionetas e soldados.

Sobre o autor

Diogo Cabrita

Deixe comentário