Vila Franca das Naves, no concelho de Trancoso tem, desde o passado fim-de-semana, um símbolo de homenagem aos emigrantes e a todos os vilafranquenses que, desde as décadas de 50, 60 e 70, com base na estação ferroviária da Linha da Beira Alta, desenvolveram os próprios negócios e ajudaram a alavancar Vila Franca das Naves em termos comerciais e económicos.
A obra de arte foi inaugurada numa das rotundas, à entrada da vila.
«Um símbolo da importância que a estação de caminhos de ferro de Vila Franca teve e continua a ter no desenvolvimento da freguesia e de localidades vizinhas», fez questão de sublinhar Jorge Lucas, presidente da União de Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital.
O autarca referiu que «tratando-se da entrada principal da Vila, esta obra de arte representa o primeiro fator de desenvolvimento de Vila Franca das Naves. Esta estação da Linha da Beira Alta é a que está mais a norte do distrito, que serve concelhos como Trancoso, Mêda, Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo e outros».
Jorge Lucas salientou ainda que, por exemplo, «antigamente era mais fácil a deslocação dos habitantes de Figueira de Castelo Rodrigo aqui a Vila Franca das Naves do que propriamente a Vilar Formoso». E que, «esta rotunda, representa exatamente isso», que a estação era «um dos principais fatores de desenvolvimento de Vila Franca. Temos as malas representadas, em homenagem aos nossos emigrantes, mas foi e continua a ser a principal linha férrea de transporte de mercadorias. Antigamente todos os agricultores descarregavam aqui as mercadorias, diversos produtos, que iam diretamente para Coimbra, Lisboa, etc. Hoje continua a ser a principal via de transporte de mercadorias internacionais por comboio, em Portugal».
Na tarde de sábado foi também inaugurada a requalificação do chamado “caminho das hortas”. «Uma zona onde o terreno era mais dividido, onde os habitantes cultivavam e continuam a cultivar os seus produtos, no cimo do povo», referiu Jorge Lucas, que sublinhou o facto de «ser um acesso que liga a zona alta à zona mais baixa da vila» e que, a requalificação, sempre foi «uma ambição antiga» das gentes de Vila Franca «que já vinha de todas as campanhas políticas, de todos os partidos, desde há 40 anos. Só peca por tardia, porque facilita o acesso aos terrenos. Mesmo quem se desloque da zona mais alta para o IP2, deixa de fazer o trajeto pelo centro da vila», salientou.




