Sociedade

UBI é a instituição de ensino superior do interior mais procurada

Escrito por Jornal O Interior

A Universidade da Beira Interior (UBI) preencheu 1.217 vagas na primeira fase de acesso ao ensino superior, cujos resultados (ver quadro) foram conhecidos no domingo.
A UBI tinha 1.307 lugares distribuídos por 31 cursos, dos quais vinte esgotaram as colocações nesta fase. Sobram vagas em Optometria (3), Biotecnologia (9), Engenharia Eletromecânica (9), Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (16), Química Industrial (6), Arquitetura (7), Engenharia Civil (20), Bioengenharia (13), Matemática e Aplicações (9), Estudos Portugueses e Espanhóis (9) e Informática Web (8), num total de 109 lugares. O curso com a nota do último colocado mais elevada volta a ser Medicina (17,5 valores), seguido de Engenharia Aeronáutica (16,5) e de Ciência Política e Relações Internacionais (14,8). Já a nota mais baixa do último colocado foi registada em Optometria (10 valores), Estudos Portugueses e Espanhóis (10,3) e Biotecnologia 10,5.
Estes resultados colocam a UBI «no primeiro lugar» das instituições de ensino superior situadas fora dos grandes centros urbanos do litoral, tendo registado «o maior número de colocados nos últimos anos». A universidade sediada na Covilhã ultrapassa pelo quinto ano consecutivo a barreira dos 90 por cento de taxa de ocupação na primeira fase de acesso. Em declarações a O INTERIOR, o reitor António Fidalgo regozijou-se com este desempenho e disse esperar ocupar todas as vagas nas fases seguintes, «que é o costume». Outro objetivo é «continuarmos também nesta progressão em termos de alunos internacionais, o que é fundamental». O responsável máximo da UBI ambiciona também que a cidade e a universidade sejam cada vez mais atrativas, «o que se consegue pela qualidade do ensino e da investigação, mas também – e muito importante – pela criação de um bom ambiente académico», declarou.

IPG com 373 vagas para segunda fase

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) conseguiu ocupar 49,6 por cento das 734 vagas atribuídas para a primeira fase de acesso ao ensino superior (ver quadros). Os candidatos preencheram 366 lugares nos 19 cursos existentes nas quatro escolas do IPG (Saúde, Tecnologia e Gestão; Educação, Comunicação e Desporto e Turismo e Hotelaria).
Apenas dois cursos não têm vagas para a segunda fase. São eles Gestão e Gestão de Recursos Humanos (ambos na ESTG). Nos restantes, as vagas sobrantes variam das 52 em Engenharia Informática às 3 em Marketing, passando pelas 38 em Farmácia. Pelo meio, Engenharia Civil e Engenharia Topográfica, ambas na ESTG, e Educação Básica (ESECD) voltaram a não ter candidatos para os 24, 20 e 23 lugares disponíveis, respetivamente. Há por isso 373 vagas por ocupar.
Os cursos existentes na Escola Superior de Turismo e Hotelaria, em Seia, voltaram a ficar aquém do esperado, uma vez que das 99 vagas iniciais só 31 foram preenchidas. A nota mais alta do último colocado num curso do IPG foi de 11,5 valores, em Design de Equipamento, e a mais baixa foi de 9,5, em Desporto. O INTERIOR tentou obter um comentário de Joaquim Brigas, mas tal não foi possível até à hora do fecho desta edição por o presidente do IPG se encontrar no Brasil a participar no Salão do Estudante, que está a decorrer no Rio de Janeiro.
A segunda fase do concurso de acesso decorre de 9 a 20 de setembro, estando disponíveis as vagas que sobraram da primeira fase, aquelas em que, apesar de alguém ter sido colocado nelas, não foram “reclamadas” no momento da matrícula, as resultantes da recolocação de estudantes já colocados, as libertadas na sequência de retificações às colocações da primeira fase ou ainda as vagas adicionais criadas nos termos do regulamento ou que sejam utilizadas no atendimento de reclamações.

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