A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses homenageou, no sábado, o seu fundador, Gerardo José Batoréu.
A cerimónia decorreu no Largo Frei Pedro, na Guarda, e culminou com o descerramento de uma placa evocativa – elaborada por António Saraiva – junto à casa onde nasceu a Companhia de Bombeiros Voluntários da Guarda, em 1876, precursora da atual Associação Humanitária, que está a comemorar os 150 anos da sua criação. Antes, houve tempo para uma pequena encenação da histórica reunião pela Associação Hereditas e intervenções que contextualizaram o momento da fundação da instituição e caracterizaram Gerardo José Batoréu. Nomeado comissário do Corpo de Polícia Civil do Distrito da Guarda, em 1890, Gerardo José Batoréu foi uma figura carismática da cidade e comandante dos bombeiros. «Ao comemorar 150 anos, esta Associação Humanitária assumiu o compromisso de celebrar a história que nos trouxe até hoje e celebrar a Guarda, porque a história dos bombeiros é a história da Guarda», disse Fábio Pinto, presidente da direção, a O INTERIOR.
Segundo o dirigente, «os nossos fundadores, quando entraram pela casa de Gerardo José Batoréu para fundar a primeira companhia de bombeiros, entraram preocupados e saíram fundadores de uma instituição que é uma sustentação da esperança humanitária da nossa comunidade e que muito tem contribuído com múltiplas gerações, que têm dado muito de si para concretizar o socorro e a proteção de pessoas e bens na nossa cidade, na região e no país».
A Associação Humanitária dos Bombeiros Egitanienses é a sexta mais antiga do país. A homenagem contou com a presença de descendentes de Gerardo José Batoréu. O trineto Ricardo Batoréu disse a O INTERIOR que a família ficou surpreendida com esta homenagem. «Eu tinha só noção do meu avô, não sabia que o meu trisavô tinha sido o grande fundador dos bombeiros. Não cheguei aí a essa parte da história da nossa família, que só começamos a perceber quando fomos contactados por Hugo Teixeira, dos Voluntários da Guarda», afirmou. O descendente agradeceu, por isso, ao corpo de bombeiros este reconhecimento: «Foi uma homenagem muito sentida e, para nós, uma grande honra que o sonho que o meu trisavô teve naquela tarde continue vivo na memória de toda a população da Guarda e nos bombeiros», acrescentou.



