A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda conta com novos equipamentos de ressonância magnética, Tomografia Axial Computorizada (TAC) e radiologia convencional, num investimento de cerca de 5,3 milhões de euros, totalmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito do programa de modernização tecnológica do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Na quinta-feira, dia em que a ULS da Guarda assinalou 18 anos, a ministra da Saúde visitou esta unidade para inaugurar as salas de equipamentos pesados e convencionais de Imagiologia. «Quem trabalha na saúde sabe que isto é mesmo uma obra inacabada e que é preciso lutar para que as coisas aconteçam, por isso acho que a ULS da Guarda está de parabéns por ter conseguido levar este projeto para a frente», afirmou, a propósito, Ana Paula Martins. A governante realçou que «sabíamos que havia necessidades muito reais e concretas» em termos de Imagiologia neste hospital, mas também que ter melhores equipamentos «é um fator importante para a atração de profissionais, pela diferenciação a que conduz», só que não basta. «Se não tivermos todo um ambiente que cria nas pessoas a vontade de estar, de ir mais longe, penso que podemos ter estes equipamentos, mas uma coisa sem a outra não acontece», afirmou.
A titular da pasta da Saúde salientou ainda que «é uma boa maneira de fazer 18 anos, cumprir efetivamente uma parte do plano, em pouco tempo, e lançar mãos à obra para o que falta, sabendo que há alguns anos pela frente». A nova ressonância magnética é um equipamento de «última geração, representando um dos mais significativos avanços tecnológicos na área da Imagiologia dos últimos 20 anos nesta instituição», sublinhou, por sua vez, a presidente do Conselho de Administração (CA) da ULS. Rita Figueiredo sublinhou que o equipamento vai permitir a realização de exames «mais rápidos, mais confortáveis e com uma qualidade de imagem superior, reforçando a capacidade de diagnóstico e a resposta clínica aos utentes da região».
Dotada de tecnologia avançada e recursos de Inteligência Artificial, a nova ressonância magnética otimiza a aquisição e o processamento de imagem, contribuindo para maior precisão diagnóstica e redução dos tempos de exame.
Entre as principais funcionalidades destacam-se os estudos multiparamétricos da próstata, ferramentas de apoio à avaliação de demência e doenças neurodegenerativas, bem como protocolos específicos para o acompanhamento da esclerose múltipla, com maior sensibilidade na deteção e monitorização de lesões. O equipamento está ainda abrangido por um programa de atualização contínua durante 10 anos, assegurando o acesso permanente a inovação tecnológica e melhorias de desempenho.
«Estes equipamentos são a melhor e mais avançada tecnologia do momento, as melhores ferramentas de trabalho para os nossos profissionais, mas, acima de tudo, significam mais e melhores recursos de saúde, mais proximidade e maior equidade para as pessoas que vivem no interior do país», considerou. A presidente da ULS Guarda destacou que este investimento foi identificado «como essencial, planeado e solicitado» pelo atual CA, mas que «apenas se concretizou porque encontrou no Governo e na ministra a abertura e a capacidade de decisão necessárias».
Rita Figueiredo acrescentou que «encontrámos uma instituição com problemas e carências acumuladas ao longo de muitos anos, fragilidades organizacionais, serviços que tinham perdido atividade, dificuldades importantes na fixação e retenção de profissionais e áreas em que a capacidade de resposta precisava urgentemente ser recuperada». Era, por isso, necessária uma «verdadeira reabilitação institucional», que tinha de acontecer «em várias dimensões», pois era necessário investir «no edificado, equipamentos, tecnologia e na organização». Na sua opinião, «nenhum edifício lidera um serviço, nenhuma tecnologia organiza um percurso assistencial e nenhum investimento produz verdadeiro valor em saúde se não existir uma organização capaz de o transformar em melhores equipamentos».
Logo no início da visita ao Hospital da Guarda, a ministra da Saúde tinha à espera a equipa da nova Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) da Guarda, uma das duas primeiras unidades de saúde do país (a outra foi Vila Real) a receber estes veículos do INEM. Ana Paula Martins destacou que «a preocupação era grande com esta região por causa da assistência urgente, mas também ao nível da segurança dos profissionais. Tenho pena que tenham vivido muitos anos à espera de uma viatura nova». A governante realçou que «iniciámos o processo da compra, mas, uma das coisas que temos de desburocratizar, na saúde em geral, mas sobretudo no INEM, é a questão das aquisições. Não podemos estar nove meses à espera de um concurso».
Ministra da Saúde inaugurou nova Ressonância Magnética e TAC no hospital da Guarda
Ana Paula Martins sublinhou que havia «necessidades muito reais e concretas» na Imagiologia do Sousa Martins



