Júlio Santos confirmou este domingo que já solicitou a impugnação das eleições para a comissão política concelhia do PSD da Guarda e da mesa da assembleia de secção. «A eleição que decorreu ontem revelou a existência de graves irregularidades. Por esse motivo, a Lista G, após recontagem dos votos e de estar evidenciada a existência de boletins a mais, solicitou à mesa a impugnação do acto eleitoral. Os estatutos e as regras de uma eleição democrática têm de ser respeitados na sua plenitude», justifica o ainda presidente da secção que se candidatava a um segundo mandato em comunicado enviado a O INTERIOR.
«Do total de votos apurados, tendo surgido dois boletins que poderiam interferir diretamente no resultado, entende-se que a única forma de clarificar um resultado final coerente e consistente com a vontade dos militantes é através da repetição da eleição. O processo eleitoral tem de estar sustentado na transparência e na verdade. A contagem tem de corresponder às votações. Não podem surgir boletins a mais ou a menos», é ainda referido.
No documento, Júlio Santos acrescenta que «somos completamente alheios às irregularidades que ontem ficaram patentes», ressalvando que a lista G quer um resultado que «evidencie a vitória expressiva de uma ou de outra lista».
«Nesse sentido, apelamos à compreensão dos nossos militantes, que muito respeitamos; ao bom senso da lista adversária, que obviamente também muito respeitamos; e à coerência democrática do senhor presidente da mesa, que nos merece respeito, confiança e total credibilidade política neste momento de decisão firme e consonante com as regras democráticas». lê-se também no comunicado.
Recorde-se que Pedro Nobre, que liderou a lista B, venceu ontem, por um voto, as eleições para a concelhia e por quatro de diferença no caso da Assembleia de secção do PSD da Guarda.


