Política

Cotrim de Figueiredo critica «ineficiência» do Estado no Hotel Turismo e no Porto Seco

Escrito por ointerior

João Cotrim de Figueiredo esteve na Guarda, na passada segunda-feira, e passou pela Rádio Altitude, onde afirmou que «um Presidente da República, que, por definição, preside a todos os portugueses, tem que se preocupar com qualquer português, esteja ele onde estiver».

Para o candidato, o mais alto magistrado da nação deve «cuidar especialmente daqueles que têm menos voz, menos capacidade de acesso a meios de comunicação social, menos capacidade de fazer ouvir os seus problemas e, no caso do interior, isso é particularmente importante». Para Cotrim de Figueiredo, o interior tem «muitos problemas», como o envelhecimento da população e um «duplo isolamento», geográfico e dos idosos. «Cabe-me a mim ouvir esses problemas e fazer eco e amplificação dessas reivindicações», comprometeu-se. Na Guarda, o antigo líder da Iniciativa Liberal e atual eurodeputado destacou a posição geoestratégica da cidade «numa espécie de corredor logístico através da Península Ibérica, que lhe dá determinadas vantagens».

Contudo, admitiu que o que tem ouvido é que «o Porto seco continua empancado, não avança», desperdiçando-se «uma óbvia vantagem competitiva» para o distrito. Já no turismo realçou que continua a por definir o futuro do Hotel Turismo, «problema» que conheceu quando presidiu ao Turismo de Portugal: «Na altura, tentei desembrulhar o assunto, mas temos quatro ou cinco entidades envolvidas numa decisão, cada uma à espera que a outra dê o primeiro passo. Até as forças vivas da região têm sido as mais ativas a tentar resolver o problema e continua a não se fazer», lamentou. Por isso, se for eleito Presidente da República, vai colocar estes assuntos na agenda e «sensibilizar» as tutelas para ultrapassar estes impasses. «Não é admissível que o futuro, o desenvolvimento e o bem-estar de determinadas populações fiquem reféns deste tipo de ineficiência», criticou.

Antigo administrador da TVI, João Cotrim de Figueiredo falou também da ameaça da VASP acabar com a distribuição de jornais em oito distritos do interior. «Essa possibilidade é altamente preocupante e leva-me a dizer uma coisa que, em termos de posicionamento ideológico, não faria com naturalidade, mas que faço sem problema nenhum, que é dizer que é necessário encarar – pelo menos até haver suficiente literacia digital – uma solução de apoio temporário à distribuição dessas publicações», afirmou em entrevista a Luís Baptista-Martins.

«Sou liberal, mas não sou parvo e sei muito bem que a inexistência de informação numa parte grande do território seria o melhor favor que se poderia fazer às forças que não gostam da democracia», realçou. O candidato às eleições de 18 de janeiro considerou ainda que há no interior «pérolas de valor, de oportunidades de desenvolvimento que estão por explorar, e depois há aquelas que já foram identificadas, como o Hotel Turismo ou do Porto Seco, que não podem ficar no papel ou nas conversas». Cotrim de Figueiredo disse-se confiante em passar à segunda volta porque «ao princípio, estava sozinho e agora há cada vez mais gente comigo e a campanha tem estado a correr maravilhosamente bem». Na Guarda, João Cotrim de Figueiredo visitou o Lar São Silvestre, da ADM Estrela, em Vale de Estrela. Seguiu depois para a ACRIGuarda, onde contactou com alguns agricultores, e para a Charcutaria Pirezas, no Prado (Maçaínhas).

Sobre o autor

ointerior

Deixe comentário