Cultura

A revolução de Luis Herberto chega ao TMG

Escrito por Jornal O Interior

A galeria de arte do TMG acolhe a partir desta sexta-feira (18 horas) a exposição de pintura “O que faz falta… É malhar na Malta!”, de Luis Herberto. É mais uma proposta do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea e fica patente até 30 de setembro.
Neste trabalho, o artista, também professor na Universidade da Beira Interior (UBI), apropriou-se do título da célebre canção de Zeca Afonso para extrapolar alguns dos conteúdos das palavras em obras que remetem para a ilustração e o mural com cores fortes e vincada expressividade das personagens representadas. Segundo Luis Herberto este projeto está visualmente dividido em dois momentos: «Por um lado, a representação violenta e consequente ação/reação dos seus atores, em registos intensos e socialmente politizados na sua exegese social, e por outro, o registo suave da cegueira instalada em todos nós», escreve a propósito desta exposição. Para o artista, «estamos cegos aos atropelos incessantes a direitos básicos que ambicionamos para a condição humana, completamente anestesiados na materialidade e na comunicação visual mediática que preenche a cultura de massas».
Natural de Angra do Heroísmo (Açores), Luís Herberto (1966) é um dos representantes da moderna pintura portuguesa de registo figurativo. Está representado em vários museus nacionais, entre os quais o da Guarda, e em diversas coleções particulares em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Holanda e Brasil. A exposição tem curadoria do Museu da Guarda.

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