Miguel Alves foi anteontem empossado na presidência da direção da Associação Comercial da Guarda (ACG). O dirigente foi eleito para um segundo mandato no início de junho.
«Dar continuidade ao projeto iniciado há três anos, de recuperação das finanças e da credibilidade da ACG» é o objetivo da nova direção, com o dirigente a afirmar, no discurso de tomada de posse, que «as dificuldades económicas da associação são hoje menores do que em 2013, mas ainda existem». No entanto, no final deste mandato, Miguel Alves comprometeu-se a «entregar a associação sem quaisquer encargos ou ónus para que possa cumprir a função para que foi criada». Até lá, o responsável garantiu que a instituição vai ter «um grande enfoque» no turismo e no apoio a projetos desta área dos seus associados. «A associação é parceira sem querer nada em troca, a não ser o bem dos nossos associados», será este o lema da nova direção, anunciou Miguel Alves, que se manifestou preocupado com o adiamento da redução das portagens e os atrasos do “Portugal 2020”.
O dirigente disse também esperar a reprogramação do quadro comunitário, em 2018, permita integrar o comércio e serviços, «dois setores que atualmente não estão enquadrados e não podem aceder aos fundos». Na sua intervenção, Miguel Alves voltou a falar na necessidade do movimento associativo e empresarial do distrito «agregar forças», pois «a união faz a força para que aconteça a discriminação positiva do interior». A tomada de posse inclui a inauguração do espaço Cowork Empresarial da Guarda, nas instalações da ACG. «Queremos apoiar empresários e promover o empreendedorismo disponibilizando serviços de consultadoria e “mentoring”, bem como equipamento informático, instalações e comunicações», disse Miguel Alves.
O espaço pode acolher dez empreendedores que, em contrapartida, pagarão 50 euros por mês, sendo que os projetos serão avaliados ao fim de meio ano. «Com este projeto estamos a criar as condições para que oito a dez empresários desenvolvam os seus negócios, sendo que a nossa meta é apoiar 30 empresários em dois anos», justificou o presidente da ACG. Ricardo Coelho continua na presidência do Conselho Fiscal e Seguro Pereira permanece como presidente da Mesa de Assembleia. A direção é composta por António Monteirinho (tesoureiro), Paulo Libânio Monteiro (secretário), enquanto Vítor Nunes, Nuno Silva, Nuno Martins e Albuquerque são vogais.


