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Figueirense continua na corrida

Equipa de Adelino Guerra ascendeu à segunda posição depois de bater o Manteigas

O Ginásio Figueirense jogou em casa, frente ao Manteigas, uma partida de vital importância para não perder de vista os lugares do topo da classificação. Por isso, a equipa de Adelino Guerra entrou com a cabeça no seu próprio jogo, mas com o coração no outro desafio que decorria em Souropires entre os dois primeiros.

O Figueirense surgiu melhor e logo aos 4’, numa jogada toda feita no lado direito, houve um cruzamento para o corredor central onde Silva, livre de marcação e de fora da área, rematou forte e colocado fora do alcance do guardião Sérgio Nogueira. Apesar deste golo madrugador, o Manteigas não se deixou intimidar e pegou no jogo, começando a controlar o meio-campo. Os ataques foram-se sucedendo, obrigando mesmo os anfitriões a jogar em contra-ataque. Em duas dessas situações, Bruno Coutinho e Paulo Jacinto, completamente isolados, levaram a bola ao poste. Como quem não marca, acaba por sofrer, a Desportiva de Manteigas alcançou mesmo o empate aos 20’. Na transformação de uma grande penalidade cometida pelo guardião Bruno sobre Vítor, João Biló não desperdiçou e repôs a igualdade. Até ao intervalo, o desafio manteve-se equilibrado, pelo que o resultado podia considerar-se justo.

Na segunda parte, cedo se notou a predisposição da equipa da casa.

E se a primeira parte tinha começado de feição, a segunda também não podia ter arrancado melhor. Aos 52’, na sequência de um pontapé de canto do lado direito do ataque, António Rutt surgiu entre os centrais forasteiros a elevar-se e a cabecear para o fundo da baliza. Ainda assim, o Manteigas continuou a criar alguns problemas à defesa adversária, sobressaindo então Rutt e Marco Ramos a dar segurança ao seu sector mais recuado. Aos 83’, Zé Tavares, com o corredor direito completamente aberto, progrediu no terreno, embalou para a área e, quando todos pensavam no cruzamento, o lateral direito encheu o pé e fez o terceiro golo do Figueirense. Até final, ainda houve tempo para o Manteigas desperdiçar uma grande penalidade, cometida por Zé Tavares. Renato tentou imitar Biló, mas Bruno não lho permitiu, fazendo mesmo uma defesa de belo efeito. Esta foi uma vitória merecida, mas teria sido mais justa se fosse pela margem mínima. Quanto ao trio de arbitragem, uma só palavra: excelente.

António Fonseca, “Jogo Limpo”, Rádio F

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