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Município do Fundão com dívida de 47 milhões de euros à Águas do Vale do Tejo

Escrito por ointerior

O presidente da Câmara do Fundão confirmou, na última Assembleia Municipal, que a autarquia tem uma «dívida colossal» à empresa Águas do Vale do Tejo, relativa a 37 ações judiciais, e que perfaz um total de 47 milhões de euros.
«Estamos a falar em mais de 27 milhões de euros de capital, cerca de 20 milhões em juros, aos quais, a um juro comercial de 11 por cento, estamos a somar 3 milhões de euros por ano que teremos de pagar», revelou o autarca social-democrata. Miguel Gavinhos considerou que estes são os custos da «estratégia de dilação», num processo «complexo» desde o início, com a saída do município da Covilhã do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento do Alto Zêzere e Côa, o que colocou em causa a sua sustentabilidade. «Na altura, a tutela emitiu um despacho reconhecendo aos municípios o direito à indeminização, mas as negociações entre as diversas tutelas e autarquias nunca chegaram a bom porto», lembrou.
Aos deputados municipais, o autarca fundanense sublinhou que a autarquia «não ganhou nada desse ponto de vista», mas acrescentou que «um dos grandes argumentos da negociação é que o Estado, a determinada altura, reconheceu que nos era devido alguma coisa». Essa negociação poderá agora passar pela avaliação das infraestruturas e pela antecipação das rendas: «Vamos meter toda a nossa “carne no assador” para defender os interesses do Fundão, mas estou a alertar o concelho para que, se não for feita essa negociação, de enorme complexidade, a Águas do Vale do Tejo vai executar-nos», alertou Miguel Gavinhos.

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