O Presidente da República, António José Seguro, iniciou esta semana a sua primeira Presidência Aberta com um foco claro: o interior de Portugal e a urgência da reconstrução após as tempestades que assolaram o país nos últimos meses. Com passagens por distritos como Castelo Branco, Santarém, Leiria e Coimbra, o Chefe de Estado procurou «perceber a dor agreste das pessoas» e pressionar o Governo para a celeridade dos apoios prometidos.
A iniciativa, que arrancou a 6 de abril de 2026, marcou um momento simbólico para o Presidente, ele próprio natural de Penamacor. Em concelhos como Oleiros e na zona de Pedrógão, Seguro ouviu queixas diretas sobre cortes de estradas e a demora na chegada de ajudas financeiras para recuperar bens e infraestruturas destruídas pelo mau tempo.
O objetivo central desta Presidência Aberta é dar visibilidade às comunidades que se sentem esquecidas pelo poder central e é «dar voz a quem foi afetado». Em Ferreira do Zêzere, concelho particularmente fustigado, o Presidente sublinhou que a sua agenda terá no debate sobre o modelo de desenvolvimento das regiões mais pobres e a regionalização no centro das atenções.
Num gesto de incentivo à economia local, António José Seguro deixou um apelo direto a todos os portugueses: que escolham o interior do país para as suas próximas férias. O Presidente defende mesmo que passar um fim de semana ou uma semana nestas regiões é «um gesto de solidariedade» e um contributo vital para a recuperação das comunidades locais. Uma sugestão simples, mas que, se tiver algum sucesso, pode ter consequências extraordinárias e imediatas na economia local de um Portugal há muito esquecido.
Além do apelo ao turismo, Seguro garantiu que manterá a pressão sobre o executivo de Luís Montenegro para garantir que as perdas agrícolas e habitacionais sejam compensadas sem entraves burocráticos. Esta pressão é determinante para recuperar as condições de vida de quem foi fustigado há dois meses e continua a viver em casas sem telhado, a não poder deslocar-se facilmente pois as estradas continuam cortadas ou não pode ir trabalhar porque as empresas se encontram imobilizadas.
Esta Presidência Aberta sinaliza o estilo que António José Seguro pretende imprimir ao seu mandato: uma magistratura de influência ativa, próxima das populações e atenta às assimetrias geográficas de Portugal. Ao percorrer as zonas devastadas, o Presidente reafirma que o país não pode avançar a duas velocidades e que a reconstrução do interior é uma prioridade nacional. Votos de sucesso na sua promessa; os portugueses estamos expetantes sobre o sucesso do caminho que António José Seguro confirma pretender trilhar: esta é a melhor proposta de coesão territorial; Portugal precisa deste caminho, e os territórios de baixa densidade já não podem mais esperar sem que nada aconteça.



