Bilhete Postal de Diogo Cabrita: O To Zé morreu, nasceu o presidente Seguro

Escrito por Diogo Cabrita

António José Seguro foi o meu candidato por ser um homem educado, de discurso sereno, refletido, numa postura institucional que carecemos na Presidência. António é o inverso dos bufões, é uma força da moderação, a tranquilidade firme.
Importante é perceber que a sua votação não é uma eleição socialista. O PS durante oito anos rejeitou António José Seguro. O PS de António Costa, Pedro Nuno Santos, Mariana Vieira da Silva, do inenarrável Santos Silva, detestam “o To Zé” que agora corre o risco de ser Presidente, mas sempre sem aqueles que o amarrotaram e depois destruíram um mandato maioritário que o povo lhes confiou.
O PS que veio para a rua esteve com aquela triste ideia de que a aliança ao centro era péssima e amou a geringonça que destruiu o país e o entregou à viragem radical. Milhões de portugueses legalizados a martelo, ausência de reformas estruturais na saúde, na educação, na economia.
António Costa divertiu-se a ridicularizar o PSD. Agora António José Seguro, para ser Presidente, carece do centro, precisa da esquerda democrática, mas não pode ir buscar essa memória, não pode aparecer ao lado de António Costa ou de Ana Catarina Mendes. Tenho a certeza que uma campanha com a esquerda geringonça garante a rejeição que elegeria Ventura.
O PSD, ao não indicar uma votação num candidato, dispersa ou liberta os militantes mais à direita, que vão para André Ventura. Claro que a outra metade estará com Seguro.
João Cotrim de Figueiredo seria uma grande ajuda para a eleição de António José Seguro, porque também ele é do centro liberal, homem de moderação e reflexão.
O PS dos últimos anos deve ser passado na máquina de lavar e posto a secar. Se representar as forças do “wokismo” em hecatombe, Seguro pode descobrir que 34% não chega.
O esquerdismo moribundo vai de joelhos votar em Seguro porque não tem outra solução e rejeita André Ventura dos pés à cabeça. Um triste destino que se antevia pela cegueira com que percorriam o caminho.
Decência e independência deve ser a força da eleição do dia 8 de fevereiro.

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Diogo Cabrita

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