De origem pagã, ligada às celebrações celtiberas do Solstício de Inverno, em que se acendiam enormes fogueiras ao ar livre durante o mês de dezembro, este costume foi adotado pela Igreja Católica com a ideia de que são fogueiras para “aquecer o menino Jesus” e unir as pessoas para as celebrações natalícias.
Os madeiros, lenhos, canhotos, cepos, galheiros, fogueiras de Natal ou fogueiras do Galo, fazem parte da tradição natalícia de aldeias, vilas e cidades de Trás-os-Montes, Beiras e Alentejo, onde são acesas no largo principal, ou no adro da igreja, após a Missa do Galo. A lenha é recolhida dias antes pelos jovens da localidade que perfazem 18 anos e atingem a maturidade – antigamente, essa era uma tarefa exclusiva dos rapazes que iam “às sortes” da inspeção militar. Em muitas aldeias, estas fogueiras são mantidas acesas ininterruptamente até ao Dia de Reis.
Penamacor tem-se destacado por todos os anos acender aquele que é considerado o maior madeiro de Portugal. A tradição manda que a fogueira seja acesa na noite de 23 para 24 de dezembro, mantendo-se viva durante vários dias. O madeiro é também um momento de convívio das comunidades, pois transporta para o exterior o hábito privado de reunião à volta da lareira. Normalmente, à meia-noite, a Missa do Galo e o acender da fogueira iniciam-se ao mesmo tempo.


