Opinião de Joaquim Brigas: Gouveia e Melo, a esperança de uma democracia melhor

Escrito por Joaquim Brigas

A crise que hoje atravessa as democracias liberais não é exclusiva de Portugal, mas chegou ao nosso país com intensidade crescente. A erosão da confiança pública tem sido alimentada por discursos populistas – primeiro da extrema-esquerda, depois da extrema-direita – que procuram explicar problemas complexos através de culpados simples e imaginários. Nesse processo, responsabilizam os partidos que governaram Portugal desde o 25 de Abril, ignorando tanto os seus méritos como as limitações acumuladas ao longo das últimas décadas.
É verdade que os partidos democráticos transformaram profundamente o país. Nos primeiros anos da democracia, lideranças como Mário Soares, Sá Carneiro e Freitas do Amaral foram capazes de mobilizar o melhor que Portugal tinha, atraindo para a vida pública pessoas de elevado valor cívico e intelectual. Contudo, a partir dos anos 90, assistiu-se a um afastamento crescente entre as estruturas partidárias e a sociedade, com perda de qualidade nas elites políticas e menor capacidade de atrair talento para o serviço público.
É neste contexto que a entrada de Henrique Gouveia e Melo na política representa, para muitos portugueses, uma verdadeira qualificação das possibilidades de escolha quando vão às urnas. A sua carreira brilhante e inteiramente dedicada ao país, aliada ao facto de não depender da política para nada, confere-lhe uma autoridade moral rara e uma independência inteiramente compatível com o cargo de Presidente da República. O seu exemplo pode – e deve – estimular os partidos a renovarem-se, a abrirem-se à sociedade e a elevarem a qualidade das pessoas que escolhem para a vida pública. Gouveia e Melo não é um candidato antissistema; é um candidato que contribui para regenerar a democracia, incentivando a entrada na vida pública de mais pessoas competentes e promovendo a reconciliação dos portugueses com a política. É isso que muitos portugueses valorizam – e que as sondagens têm refletido.
A região da Guarda conhece bem as qualidades pessoais e cívicas de Gouveia e Melo. Em 2021, por proposta do então Presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico da Guarda, Professor Fernando Carvalho Rodrigues, o IPG atribuiu-lhe o título de Especialista Honoris Causa, reconhecendo a sua extraordinária liderança na coordenação da vacinação nacional contra a Covid-19. Nesse ano, Portugal tornou-se um dos países do mundo com maior proporção de cidadãos completamente vacinados, resultado que ficará para a história e que refletiu uma capacidade de comando, rigor logístico e sentido de missão amplamente reconhecidos.
Nessa ocasião, afirmei que Gouveia e Melo era «um exemplo de liderança e de excelência no seu trabalho». Essa avaliação mantém-se hoje, reforçada pela maturidade, serenidade e responsabilidade com que tem assumido o desafio presidencial. A maioria dos portugueses reconhece essas qualidades – e tem-no colocado de forma consistente na dianteira das sondagens.
Quatro anos depois da atribuição dessa distinção Honoris Causa, é com igual honra – agora acrescida de responsabilidade – que assumo a função de mandatário distrital da sua candidatura na Guarda. Acredito que Henrique Gouveia e Melo reúne as qualidades humanas e profissionais que o país precisa para iniciar um novo ciclo de estabilidade, exigência e confiança na nossa democracia.

* Mandatário Distrital da Guarda da candidatura presidencial de Henrique Gouveia e Melo

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Joaquim Brigas

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