Sociedade

Ministra considera Tribunal da Guarda um «bom exemplo»

Escrito por ointerior

A ministra da Justiça, Rita Júdice, visitou na quinta-feira o Palácio da Justiça da Guarda para conhecer as instalações e os funcionários. À entrada, a delegada sindical da Comarca da Guarda, Maria José Pina, não perdeu tempo e entregou um documento reivindicativo à governante, que «tem a ver com o processo de avaliação e integração, o SIADAP, um processo negocial que está em curso», explicou a ministra a O INTERIOR.
«Todos os funcionários têm de ser avaliados e há questões que fazem parte da discussão normal de um processo negocial, e nós temos tido um diálogo muito aberto com os oficiais de justiça», adiantou Rita Júdice, que tem raízes familiares na Guarda. Aos funcionários judicias, a ministra prometeu «soluções» para breve. No final da visita, Rita Júdice sublinhou que estão a ser feitas melhorias nos edifícios, nomeadamente no Tribunal da Guarda. «Este tribunal é um bom exemplo do sistema judicial – tem um bom elevador que funciona, o edifício está bem preservado, os trabalhadores e magistrados estão motivados», apesar dos recursos serem, «muitas vezes, escassos. Mas todos os tribunais estão a ser equipados com novos computadores e ecrãs, para que as pessoas possam trabalhar com qualidade e conforto, e estamos a substituir todas as cablagens para as redes de internet Wi-Fi em todas a salas dos edifícios».
A titular da pasta da Justiça pediu ainda aos trabalhadores do setor para continuarem «motivados e com sentido de serviço público, que faz toda a diferença para que tenhamos grandes avanços na revisão da carreira dos oficiais de justiça», para a qual está a ser fechado um «plano plurianual para contratar mais oficiais de justiça e magistrados». Questionada quanto a futuras melhorias e até a possibilidade de aumento do Tribunal da Guarda, a ministra sugeriu que é preciso «elaborar projetos», mesmo sem garantias de financiamento, para que, «assim que consigamos ter verba, existam projetos pensados e desenhados prontos a avançar». Na sua opinião, «se estivermos primeiro à espera de ter as verbas para começar a desenhar os projetos, quando os documentos estiverem prontos já não temos a verba». Contudo, no caso do tribunal da cidade mais alta, Rita Júdice concordou que «merecia uma ampliação».

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