Sociedade

Junta da Guarda inaugurou a ATO – Oficina de Artes, Tradições e Ofícios

Escrito por ointerior

«É um dia particularmente feliz» para a freguesia, disse o presidente Carlos Chaves Monteiro

A Junta de Freguesia da Guarda inaugurou, no sábado, a ATO – Oficina de Artes, Tradições e Ofícios, que «nasce no coração do nosso centro histórico» e representa «muito mais do que a recuperação de um espaço físico», sublinhou o presidente da Junta na hora de “cortar a fita”.
Carlos Chaves Monteiro salientou que «estamos numa das ruas que fazem parte da história e da identidade da nossa cidade» e é precisamente «num antigo espaço comercial, que se encontrava fechado e profundamente degradado, que decidimos criar algo de novo». Segundo o autarca, o objetivo é que a Rua Direita seja «uma artéria onde as portas estejam abertas, haja comércio, artesanato, criatividade e cultura. Mas também uma rua onde seja possível comprar, visitar, criar, aprender e conviver». Isto porque revitalizar o centro histórico «não se faz apenas recuperando edifícios, faz-se criando razões para que as pessoas regressem, circulem, permaneçam e consumam» no comércio local, sustentou.
Chaves Monteiro realçou que o objetivo é «atrair pessoas, gerações e conhecimentos diferentes a partilhar este espaço, porque é dessa partilha que surgem novas ideias». Por isso, a ATO pertence «a todos aqueles que lhe quiserem dar vida», porque «uma cidade que valoriza aquilo que recebeu no passado, mas que dá espaço à criatividade das novas gerações, é uma cidade que está também a construir o seu futuro». O presidente da Junta agradeceu a todos os que permitiram concretizar o projeto, mas considerou que «a melhor forma de agradecer será fazer com que a ATO tenha vida todos os dias».
O espaço foi requalificado com mão de obra da Junta de Freguesia e com a ajuda também de mão de obra prisional, nomeadamente de um técnico que foi facultado no âmbito do protocolo com Estabelecimento Prisional da Guarda. Carlos Chaves Monteiro acrescentou ainda que a ATO será também «um espaço de aprendizagem, aberto à comunidade e a quem nos visita para participar nos eventos e atividades que vão ser desenvolvidas». A oficina contou, desde a primeira hora, com a colaboração da “Mãos da Terra – Associação de Artesãos da Guarda”, onde estão envolvidos «mais de 30 artesãos e, claro, também têm nesta oficina um espaço que está disponível para eles», acrescentou. «A capacidade de dinamizarem o seu próprio espaço é também o que nos motiva. É esta interação dos diversos parceiros que pretendemos para a ATO. Criar uma nova vida no centro histórico», concluiu Chaves Monteiro. O objetivo é que a Oficina de Artes, Tradições e Ofícios esteja a funcionar durante os fins-de-semana e feriados.

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