O secretário-geral das Nações Unidas fez um alerta esta quinta-feira, denunciando a falta de verbas da instituição para combater a epidemia de ébola. Ban Ki-moon criticou a falta de solidariedade mundial e precisou que, apesar do pedido de mil milhões de dólares (cerca de 780 milhões de euros), endereçado aos Estados-membros e destinados a financiar o fundo criado em setembro para responder ao surto da doença na África Ocidental, o dinheiro não apareceu.
Segundo Ban Ki-moon, os cofres da ONU dispõem apenas de cem mil auros (78 mil euros), quantia manifestamente insuficiente para fazer face à gravidade da situação.
O dinheiro corresponde ao donativo efetuado pela Colômbia, o único país a contribuir directamente para o fundo. Outras doações foram encaminhadas nas últimas para os países da África Ocidental mais afetados, mas através de agências da ONU e outras organizações não-governamentais.
Perante o alerta, semelhante a outros feitos nos últimos dias, nomeadamente pelo Presidente norte-americano Barack Obama e pelo primeiro-ministro britânico David Cameron, há a expectativa de que mais dinheiro apareça. “Temos esperança de que nos próximos dias e semanas mais países venham a investir no fundo, usando este mecanismo para apoiar a resposta coordenada da ONU no terreno”, afirmou David Nabarro, enviado da ONU.
Desde o início da epidemia, em março passado, foram registados quase 9000 casos de Ébola, dos quais 4493 mortais, na sua maioria na Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri, refere o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde, divulgado esta semana.


