Na segunda semana do Rali Dakar, Mário Patrão manteve a trajetória ascendente na classificação geral de motas e na décima etapa, disputada anteontem, fez o 22º melhor tempo, que lhe valeu uma subida ao 40º lugar.
No final da tirada, que ligou Córdoba a La Rioja (Argentina), num total de 633 quilómetros, dos quais 353 foram cronometrados, o piloto de Seia lamentou um «pequeno deslize» nos quilómetros iniciais, que o fez perder dez minutos. «No retomar da corrida acabei por voltar a ter já muitos pilotos na minha frente e o muito pó ao longo de tantos quilómetros obrigou-me a seguir com concentração máxima até ao final», afirmou Mário Patrão. Para as próximas etapas, que vão atravessar as dunas do deserto de Atacama, o senense diz ter «alguma vantagem em partir de trás num percurso mais detalhado», mostrando-se esperançoso em «subir alguns lugares na geral até ao final da prova».
Já na segunda-feira, o pluricampeão nacional de todo-o-terreno teve um bom desempenho na nona etapa, a mais longa até ao momento (593 quilómetros cronometrados entre Tucumán e Córdoba), tendo terminado com o 25º melhor tempo, a 30m37s do vencedor. Contudo, o piloto da Suzuki voltou a trocar de motor e foi penalizado em 45 minutos, acabando por ficar em 70º. Antes do dia de descanso, no domingo, Mário Patrão foi 28º na quinta etapa, 22º na sexta, 26º na sétima e 47º na oitava, devido a um erro de navegação que afetou vários pilotos. O final da 35ª edição do mítico Rali Dakar acontece já no domingo, em Santiago do Chile.



