Variantes da Sequeira e dos Galegos vão custar cerca de 20 milhões de euros e os projetos estarão concluídos no final deste mês
As obras no Porto Seco da Guarda, um investimento de cerca de 3,6 milhões de euros, estão na reta final de conclusão. Segundo o autarca guardense, Sérgio Costa, a inauguração já está agendada, apesar de ainda não ter divulgado a data.
Na mais recente Assembleia Municipal da Guarda, o deputado social-democrata, Ricardo Neves de Sousa quis saber «em que ponto está a obra e como estão os acessos ao Porto Seco, ou seja, em que ponto está a Variante da Sequeira e dos Galegos, qual é o calendário previsto para a concretização e como vão ser assegurados os acessos de entrada e saída do Porto Seco?». Ricardo Neves de Sousa demonstra alguma preocupação, uma vez que, «uma infraestrutura logística desta dimensão vai gerar tráfico pesado e não podemos construir uma grande plataforma logística para depois transformar bairros residenciais em corredores de camiões».
E neste sentido, o deputado do PSD, coloca em cima da mesa uma ideia antiga do Partido: a «CILOG – a Circular Logística da Guarda, uma via dedicada ao dedicada ao transporte de mercadorias, ligando o Porto Seco aos principais polos industriais da cidade e diretamente às autoestradas», explica Ricardo Neves de Sousa.
Na resposta, Sérgio Costa lembra que «demorou o seu tempo, mas convenci duas Ministras de que o Porto Seco tinha de começar no antigo terminal rodoferroviário, numa área de 3 hectares, conforme está feito no local e que irá entrar em funcionamento em breve».
Quanto às variantes da Sequeira e dos Galegos, no final deste mês os projetos vão estar prontos, segundo a IP. «A última reunião foi há cerca de 15 dias na Infraestruturas de Portugal», conta Sérgio Costa, adiantando que «o compromisso entre o Município e a IP foi que no final deste mês estariam prontos os projetos de execução das duas variantes, a da Sequeira e a dos Galegos».
Depois disso os projetos «entrarão em auditoria de segurança interna e em revisão». Só depois será lançado o concurso da obra, explica o edil guardense. As duas variantes custarão cerca de 20 milhões de euros.
Quanto ao tráfego de camiões na zona baixa da cidade da Guarda, o autarca local descansa os cidadãos lembrando que o trânsito «vai começar muito devagar. É preciso agregar carga em toda a região para o Porto Seco, mas o trajeto preferencial vai ser naturalmente sair pela Avenida São Miguel em direção ao Outeiro de São Miguel e em horários específicos». Isto porque «os camiões não vão poder circular em alguns horários que já estão previamente definidos pelos serviços técnicos».



