Cultura

Gabinete Epistemofílico Egitano” para se surpreender no Museu da Guarda

Escrito por ointerior

O Museu da Guarda tem patente até 20 de dezembro uma exposição tão desconcertante quanto o seu nome: “Gabinete Epistemofílico Egitano”.
Inaugurada no sábado na Sala João Mendes Rosa, a mostra é a última etapa do ciclo bienal 2025-2026 do projeto “Desconcentrar”, dedicado à criação e produção artística contemporânea em territórios de baixa densidade populacional. Inspirada nos antigos gabinetes de curiosidades, a exposição reúne obras da coleção da CGD, peças da coleção do Museu da Guarda e trabalhos de Beatriz Capitulé, Madalena Anjos e Maria Lino, desenvolvidos no âmbito de uma residência artística. As obras apresentadas exploram cronologias inerentes à ideia de museu. «Desde mapas psicogeográficos com referências pop, kitsch, camp, a pequenas caixas surrealistas de pulsão animista, que partem de carcaças de animais encontradas no horizonte da região, até uma investigação da estratificação geológica da imagem, são as diferentes interseções entre os trabalhos artísticos, com os objetos e artefactos do Museu da Guarda, que criam ficções e narrativas, questionando a institucionalidade do espaço museológico como lugar para o rigor científico e académico», lê-se na apresentação da exposição.
Com curadoria de João Francisco Reis, “Gabinete Epistemofílico Egitano” propõe novos olhares e narrativas «através do diálogo entre a criação contemporânea, os objetos e o património museológico».

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