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«Os terrenos que estão cultivados não ardem»

Aapim 2
Escrito por ointerior

P – A AAPIM – Associação de Agricultores para Produção Integrada de Frutos de Montanha tem associados nos distritos da Guarda, Castelo Branco e Viseu, e todos eles viram as chamas fustigar parte do território. Enquanto presidente da Associação, como olha para o sucedido?
R – A AAPIM tem sede na Guarda e dá assistência técnica às vinhas do Douro, cerejeiras da Cova da Beira, pessegueiros, olivais, amendoeiras, todas essas culturas. É uma empresa especializada em consultoria técnica aos produtores. Olho para estes incêndios com tristeza. A AAPIM é o guardião e o protetor dos fogos porque trabalha com as culturas da assistência técnica, as culturas que não ardem. O que arde é mato e floresta. Isto só acontece porque nem todo o país, nem toda a gente, tem macieiras, pessegueiros, vinhas… Se olharmos, por exemplo, para o concelho de Pinhel os incêndios passam por onde há florestas porque onde houver vinhas ou um pomar as chamas param lá. Não são os caminhos que param os incêndios, nem os bombeiros, que também não o conseguem tendo em conta a extensão dos fogos.

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ointerior