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Venda do Novo Banco leva défice de 2014 aos 6 por cento

Jornal “Expresso” noticia que o preço final da venda do antigo BES – a negociar nas próximas semanas – poderá resultar numa perda de mil milhões, que pode duplicar.

A venda do Novo Banco vai agravar o défice de 2014, noticia hoje o semanário “Expresso”. O valor em causa depende do preço final de venda do “banco bom”, que será negociado nas próximas semanas – mas que fica sujeito a contingências que podem baixar o preço no futuro. Na prática, a perda a anunciar agora poderá ser inferior a 1.000 milhões de euros, quando o Fundo de Resolução injetou no banco 4,9 mil milhões, dos quais 3,9 mil milhões emprestados pelo Estado.

As três ofertas selecionadas – da Fosun, da Anbang e da Apollo – contêm, contudo, contingências que podem tornar o preço mais baixo no futuro. A edição deste sábado do “Expresso” explica que os riscos de litigância associados aos processos judiciais em curso e a perspetiva de serem necessários aumentos de capital na instituição poderão reduzir, retroativamente, o preço a que o banco for vendido dentro de semanas.

Quando e se as contingências se verificarem, a perda será revista e pode mais do que duplicar. Mas isso será só dentro de meses. Depois das eleições legislativas.

Aí, será registada a «diferença entre o valor da injeção de capital e o valor da venda», explicou o INE. Se a perda for entre 2.000 milhões e 2.500 milhões o défice do ano passado (que foi de 4,5 por cento do PIB) poderá subir para entre 5,7 por cento e 5,9 por cento, pelas contas do semanário.

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