Após a atualização das vagas da segunda fase de acesso, Universidade ficou com 418 lugares por preencher. No caso do Politécnico da Guarda houve 60 vagas adicionais libertadas para o concurso, cujos resultados são hoje conhecidos.
Como acontece habitualmente, a atualização das vagas disponíveis na segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior, efetuada na semana passada, não trouxe bons indicadores para as instituições da região. A Universidade da Beira Interior (UBI), onde havia 254 vagas após os resultados da primeira fase, viu esse número aumentar para 418 e apenas Design Industrial ficou sem lugares por preencher. Já no Instituto Politécnico da Guarda (IPG) o número de vagas para a segunda fase passou de 400 para 460.
A nível nacional, sobraram 17 mil vagas para a segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. Aos lugares não preenchidos na primeira fase somam-se cerca de quatro mil estudantes que já tinham garantido a entrada mas não se inscreveram e ainda vagas não preenchidas de concursos especiais. Segundo dados da Direção Geral do Ensino Superior (DGES), na primeira fase a UBI viu 17 cursos preencherem a totalidade das vagas, mas apenas Design Industrial manteve essa condição e, em contraponto, Arquitetura (17), Ciências do Desporto e Cinema (ambas com 16) passaram a ter mais de uma dezena de lugares por ocupar. Outros quatro cursos ficaram no limiar desse número. De resto, além de Design Industrial, os únicos casos em que as vagas não aumentaram foram Ciências da Cultura, Engenharia Eletromecânica, Engenharia Civil e Química Medicinal, sendo que nos dois últimos casos apenas uma das 30 vagas iniciais foi preenchida. Neste grupo inclui-se ainda Informática Web, a mais recente licenciatura da UBI, que não foi além de três vagas ocupadas na primeira fase do concurso. Até a tão procurada Medicina ficou com seis das 140 vagas atribuídas. Feitas as contas, das 1.280 vagas iniciais, a UBI preencheu 862.
No caso do IPG, não há nenhum curso que não tenha vagas por ocupar. A exceção foi Enfermagem, que tinha preenchido a totalidade dos 70 lugares disponibilizados na primeira fase, mas sete colocados não formalizaram a respetiva matrícula. Os cursos em que não se verificou um aumento de vagas, para além de Engenharia Civil e Engenharia Topográfica que não tiveram qualquer colocado na primeira fase, foram Educação Básica e Design de Equipamento que apenas tiveram duas e e três vagas ocupadas, respetivamente. As licenciaturas que mais caloiros viram “fugir” foram Gestão Hoteleira (10), Gestão (9), Comunicação Multimédia e Desporto (ambas com 7) e Turismo e Lazer (6). Assim, das 676 vagas iniciais, o IPG preencheu 216. Confrontado com este aumento para a segunda fase, o presidente do Politécnico realça que é fruto de um «processo normal que acontece todos os anos na generalidade dos cursos».
De resto, Constantino Rei revela que o número de alunos colocados e não matriculados na primeira fase no IPG «até é inferior aos dois últimos anos», realçando que a estas vagas ainda se juntam as que sobraram de concursos especiais que não foram preenchidas. O professor sublinha que «não há qualquer penalização» para os alunos colocados na primeira fase e que não formalizaram a respetiva inscrição, uma vez que «não são obrigados a matricularem-se». De resto, o presidente do IPG mostra-se «relativamente confiante» de que o Instituto «poderá chegar a um bom resultado» no concurso da segunda fase.
Prazo para candidaturas à presidência do IPG termina segunda-feira
Termina na próxima segunda-feira o prazo para a apresentação de candidaturas à presidência do IPG. Para já, ainda só o atual presidente Constantino Rei confirmou que se recandidata ao ato eleitoral, agendado para 17 de outubro, e, até ao momento, não parece haver indicação de surgir alguma lista opositora. Isto depois de Jorge Mendes, atual Provedor do Estudante e anterior presidente do IPG, ter demonstrado insatisfação sobre o modo como a instituição tem sido gerida nos últimos anos.
Ricardo Cordeiro


