Entre 4 e 18 de junho a arte contemporânea sai à rua na Guarda por ocasião do IIIº Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC) Cidade da Guarda, organizado pelo município, através do seu museu.
Do programa destacam-se as exposições de Paula Rego, Susana Miranda ou Fernanda Fragateiro, bem como a cedência de cinco pinturas contemporâneas do espólio do Novo Banco. As obras de Nikias Skapinakis, José de Guimarães, Júlio Resende, Luis Pinto Coelho e João Hogan vão estar patentes no Museu da Guarda. Este ano o SIAC vai repartir-se pelo museu, TMG, Alameda de Santo André, Praça Luís de Camões, Solar dos Póvoas, Rua 31 de Janeiro, Arquivo Distrital e Campus Internacional de Arte Contemporânea. A quinzena terá como tema “As vanguardas da Memória” e reúne 140 artistas de 21 países. Paula Rego, uma das mais conceituadas artistas plásticas da atualidade, assina a exposição principal, intitulada “As infâncias perduráveis” e que reúne obras provenientes da Casa das Histórias Paula Rego, Centro de Arte Manuel de Brito e Fundação de Serralves. A mostra será inaugurada no dia 8 (18 horas) pelo ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes.
No mesmo dia, o governante apadrinha um protocolo entre o Novo Banco e a Câmara da Guarda com vista à cedência para o depósito do Museu de cinco obras de pintura contemporânea portuguesa. O SIAC 2018 contempla ainda mais dez exposições e Instalações, arte ao vivo (escultura, pintura e gravura), colóquios, palestras, arte urbana, ateliês, poesia visual, recitais, apresentação de livros e ciclos documentais. A novidade deste ano é a realização do 1º Congresso de Criação na Arte Contemporânea, agendado para os dias 8 e 9 de junho, e a “Land Art” que levará atividades do simpósio a Vila Soeiro, no dia 16. Durante o Simpósio haverá doze escultores a trabalhar ao vivo na Alameda de Santo André, cujas obras vão «enriquecer o acervo cultural da cidade», como aconteceu nas edições anteriores, disse o vereador Victor Amaral. Haverá também pintura ao vivo na Praça Velha, no centro da Guarda.
Na apresentação do evento, o presidente Álvaro Amaro considerou que o SIAC é «uma marca distintiva da Guarda, muito importante» e que são iniciativas desta natureza que motivam o município a preparar a candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027. A terceira edição do SIAC tem um orçamento de 75 mil euros, adiantou o edil, sendo uma iniciativa do município e do seu Museu que este ano tem o apoio da Universidade de Salamanca (Espanha), da Casa das Histórias Paula Rego, da Fundação D. Luís, do Centro de Arte Manuel de Brito e da Fundação Serralves.


