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Secretário-geral da CGTP defende descongelamento de salários em 2017

O Orçamento de Estado para 2017 é um avanço contra a precaridade, mas é preciso mais, segundo noticia o “Expresso”. Os «salários e as carreiras devem ser descongelados em 2017», defende Arménio Carlos, secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), em entrevista ao “Público”.

Há também um limite mínimo nas negociações sobre o salário mínimo que vão decorrer com o Governo, diz Arménio Carlos. «A margem da CGTP é a sua proposta: 600 euros a partir de 1 de janeiro de 2017. Aguardamos que as outras propostas sejam formalizadas. Uma coisa é certa: não aceitaremos propostas que fiquem abaixo das que o Governo já assumiu em compromissos com outros partidos (557 euros)», explica.

Quanto às carreiras (privadas e públicas), o líder da CGTP é categórico. «Para um posto de trabalho permanente tem de haver um vínculo permanente e o Governo tem de dar esse exemplo, porque se não o fizer está a incentivar a iniciativa privada a generalizar a precariedade», diz.

Segundo Arménio Carlos, a CGTP aceita negociar o descongelamento das carreiras da função pública mas impõe um prazo. «No dia em que realizámos a manifestação em frente da Assembleia da República (10 de novembro de 2015) e que coincidiu com a queda do Governo PSD/CDS, utilizámos duas metáforas para identificar a estratégia da intervenção da central e daquilo que esperávamos da relação com o novo Governo. (…) As propostas dos sindicatos da CGTP têm de ser consideradas, estamos disponíveis para discutir e para programar no tempo a sua concretização», assume.

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