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Reuniões de Câmara da Covilhã passam a ser gravadas

Pedro Farromba solicitou medida para evitar «equívocos» e «deturpações»

Na sequência de uma proposta de Pedro Farromba, vereador eleito pelo Movimento Acreditar Covilhã (MAC), a Câmara da Covilhã decidiu na última sexta-feira que todas as reuniões do executivo vão passar a ser gravadas para evitar «equívocos» e «deturpações».

A proposta do independente surge depois de uma declaração lida pelo presidente da Câmara da Covilhã no final da última reunião privada do executivo em que teceu duras críticas ao presidente do município do Fundão. Ao concluir a declaração, Vítor Pereira sublinhou que a mesma teria reunido unanimidade dos restantes vereadores, o que viria posteriormente a ser negado por três eleitos da oposição. Em comunicado, os vereadores eleitos pelo PSD, CDU e um dos eleitos do MAC referiam que não tinham dado aval ao teor das afirmações e que a declaração em causa não tinha sido votada, tal como ficava subentendido nas palavras do edil. Na sexta-feira, na reunião pública do executivo, os vereadores reiteraram o conteúdo desse comunicado, bem como as críticas ao presidente, que, por sua vez, sustentou que a oposição se estava a basear num «equívoco». Quanto à gravação das reuniões, Vítor Pereira disse que até aplaudia a proposta, que «acabará com inverdades e invenções», prometendo «envidar todos os esforços» para que a próxima reunião já seja gravada. «Acho que foi uma boa sugestão porque de uma vez por todas ficará bem claro quem é que diz o quê, como e quando e, portanto, considero que [proposta] é muito positiva, na medida em que se acabam os equívocos», reforçou.

Entretanto, o presidente da Câmara da Covilhã anunciou que a autarquia vai investir cerca de 70 mil euros na recuperação do mercado municipal: «Queremos relançar o mercado sempre na lógica integrada de trazer mais gente para o centro da cidade e dar vida não só àquele comércio como também ao comércio circundante», declarou Vítor Pereira. O autarca recordou que esteve reunido com os comerciantes do mercado, que lhe transmitiram um «conjunto de necessidades» que serão tidas em conta durante a intervenção. «Vamos investir nas zonas de venda, nos equipamentos de frio e na reabilitação do espaço da entrada da antiga zona da peixaria, que acolhe os vendedores ambulantes», explicou. Vítor Pereira referiu também que esta intervenção surge na sequência de um projeto iniciado pelo anterior executivo, mas que não tinha chegado à segunda fase. «Queremos que quem vende e quem compra se sinta mais confortável e sinta que tem melhores condições, designadamente no que concerne ao aspeto sanitário, já que há algumas situações precárias», declarou. A questão dos estacionamentos na zona adjacente, uma das queixas referidas por «quase todos os comerciantes», será também alvo da intervenção.

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