Já por duas vezes foi detectado lixo hospitalar nos resíduos sólidos urbanos provenientes da Guarda pela Águas do Zêzere e Côa (AZC), empresa que faz a gestão do sistema de recolha e tratamento do lixo. O primeiro caso aconteceu há duas semanas e o segundo foi detectado na última sexta-feira. Desta vez tratou-se de cerca de três mil quilos de detritos considerados perigosos, que já foram devolvidos por falta de triagem. No primeiro caso foram identificados resíduos hospitalares numa das cargas que chegou à Central de Compostagem da Cova da Beira, no Fundão. «Separámos de imediato e ensacámos o lixo com essas características», recorda Alcino Meirinhos, director de Operação – Resíduos Sólidos Urbanos na AZC. Entretanto foram tomados os procedimentos previstos na legislação e o produtor foi avisado que tinha que ir buscar esses resíduos «para um tratamento mais adequado, neste caso a incineração», explica aquele responsável. E foi o que aconteceu. Mas na última sexta-feira, a fiscalização da empresa foi reforçada e voltaram a identificar lixo hospitalar numa das viaturas que fez a recolha dos resíduos da Guarda. O veículo ficou retido na Estação de Transferência até que fossem tomados todos os procedimentos legais, tendo sido novamente detectada uma «quantidade avultada de resíduos considerados perigosos», refere Alcino Meirinhos, adiantando tratar-se de um volume aproximado de quatro metros cúbicos, o que perfaz um total de cerca de três mil quilos de lixo. Nestas situações não cabe à empresa aplicar qualquer coima ao produtor: «O nosso papel é o de verificar a tipologia dos resíduos e foi isso que fizemos», sublinha, explicando que, em ambos os casos, o produtor acabou por ir buscar o lixo. No entanto, não há provas de que os resíduos sejam provenientes do Hospital Sousa Martins, mas a AZC informou a Câmara da Guarda do sucedido.


