Os sindicatos da Administração Pública garantem ter sido surpreendidos com a notícia de que as rescisões no Estado começam em julho e pelos administrativos e auxiliares.
A informação é avançada na edição desta manhã do “Diário Económico”. De acordo com o jornal, a primeira fase dos despedimentos por mútuo acordo vai começar pelas remunerações mais baixas do Estado.Nobre dos Santos, secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública, diz que na convocatória para a reunião de quarta-feira com o Governo sobre este assunto não havia qualquer indicação sobre este tipo de pormenores.
Para este dirigente sindical, o processo dificilmente vai dar os resultados que o Governo pretende. «Com o desemprego actual, com as situações actuais que se vivem na administração pública, não vejo que, para esse nível de assistentes operacionais ou assistentes técnicos, haja muito interesse nas rescisões amigáveis», refere o sindicalista.
Nobre dos Santos promete que as organizações sindicais «vão acompanhar todos os trabalhadores» e fazer oposição frontal, caso o Executivo avance com rescisões sem o acordo dos trabalhadores.


