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Rede de teatros municipais com regras de financiamento até 2009

Isabel Pires de Lima não descarta apoios à programação já no próximo ano

A ministra da Cultura disse segunda-feira, em Braga, que espera concluir, até final da legislatura, o regulamento de uma rede de cine-teatros que defina as regras de apoio técnico e financeiro por parte do Estado àquelas estruturas culturais.

«Ficarei muito satisfeita se a rede estiver concluída em 2009», adiantou Isabel Pires de Lima, citada pela agência Lusa, ressalvando, no entanto, que tal não implica que em 2008 não haja apoios para a programação dos teatros municipais, entre os quais o da Guarda. Esta declaração aconteceu no final de uma reunião com 20 programadores de teatros e cine-teatros portugueses, em que também participaram o secretário de Estado da Cultura, Vieira de Carvalho, e o director-geral das Artes, Orlando Farinha. De acordo com a governante, a primeira parte do trabalho passa pela definição de um conceito consensual de rede de teatros municipais, seguida da elaboração de regras relacionadas com a dimensão das salas e do seu tipo de programação. Admitiu, por outro lado, que a instituição desta rede poderá passar pela criação de um departamento próprio no Ministério da Cultura, tal como acontece com a Rede Nacional de Museus, a qual, além de dar apoio técnico, tratará, por exemplo, das candidaturas a programas operacionais.

Em Março passado o director do TMG acusou o Ministério da Cultura de ter abandonado este equipamento, construído no âmbito da Rede Nacional de Salas de Espectáculos. «Devia ser o principal responsável pelo seu financiamento, além de participar na programação, porque o TMG tem uma dimensão regional e está a cumprir uma função que deve ser também do Estado», afirmou na altura Américo Rodrigues. «Como se não bastasse, estamos impedidos de concorrer a subsídios e outros financiamentos da Cultura porque o espaço é gerido por uma empresa municipal», acrescentou.

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