O Ginásio Figueirense obteve uma vitória justa, mas suada frente ao Alverquenses. A equipa da casa superiorizou-se em função dos valores individuais de que dispõe. Já o Alverca da Beira, demasiado desfalcado, devido ao castigo de alguns jogadores, fez do espírito de entreajuda a sua grande arma.
De resto, o resultado final não reflecte o equilíbrio que se verificou durante os 90 minutos. Um equilíbrio que demonstrou as carências ofensivas dos visitantes e a falta de ligação dos sectores, principalmente, do meio-campo do Figueirense. Aliás, os golos são exactamente a prova disso. O primeiro surgiu aos 45 , através de um pontapé de grande penalidade, convertido por Paulo Jacinto. Já o 2-0 aconteceu a 11 minutos do final do desafio. Foi um lance típico de contra-ataque, com a bola a ser colocada nas costas dos defesas alverquenses, demasiado adiantados no campo, para Paulo Jacinto, com terreno livre, força e velocidade, fintar o guardião Tiago e rematar para o fundo da baliza. A equipa de arbitragem esteve mal técnica, física e disciplinarmente. Em relação ao primeiro ponto, fez quase sempre uma movimentação pelo corredor central, em paralelo com as laterais, quando o que se aconselha é que seja feita uma diagonal oposta ao local dos seus auxiliares.
A grande penalidade assinalada parece-nos directamente relacionada com o seu mau posicionamento, num lance que deixa muitas dúvidas. No que respeita ao aspecto físico, ficámos com a nítida sensação da dificuldade de locomoção do árbitro assistente do lado dos bancos, António Brito. Em matéria disciplinar, voltamos ao chefe de equipa. Aos 47 , Álvaro teve uma entrada duríssima (agressão) sobre um adversário, ao pontapeá-lo na cabeça quando este se encontrava caído. Neste lance, o árbitro só viu motivo para cartão amarelo quando o que se exigia era o vermelho. Enfim, muita asneira para um jogo só.
António Fonseca/ Rádio Elmo


