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Produtos da Serra da Estrela em centro comercial virtual

Primeiro Centro Comercial Virtual 3D da Serra da Estrela “abriu portas” com apenas uma empresa da região

A Casa Matias, sediada em Carragosela (Seia), é a única empresa da corda da serra que integra o projeto inaugurado no sábado, que consiste num centro comercial virtual de produtos da Serra da Estrela (www.regional-innovation.com).

Com mais de 200 anos de história, a produtora de queijo é uma das siglas em destaque neste projeto, desenvolvido por Raquel Almeida e Gonçalo Garcia. Vice-campeões do “Empreender + Oliveira do Hospital” no ano passado, os dois engenheiros informáticos procuram agora enveredar por um conceito inovador, sem esquecer a tradição aliada aos bens que querem promover. «Somos naturais de Oliveira do Hospital, conhecemos e gostamos dos produtos da Beira Serra e Serra da Estrela, por isso é a oportunidade de juntar as nossas bases a uma marca que queremos defender», adianta Raquel Almeida. Unidos por uma causa que lhes é próxima, e à qual também as empresas estão sensíveis, esta é uma iniciativa que procura ir ao encontro do cliente: «As pessoas tinham dificuldade em adquirir os produtos, muitas vezes até se deslocavam para os comprarem. Difere também de outras páginas que existem e que se especializam num só ramo, como os vinhos ou os queijos, pois nós queremos juntar tudo», refere a empresária, acrescentando que também se podem encontrar produtos têxteis e de artesanato, entre outros.

O centro comercial é virtual, mas as pessoas podem visitá-lo como se de um espaço físico se tratasse: «Em termos tecnológicos é possível navegar no próprio espaço, simulando um jogo. As pessoas “passeiam” pelos diferentes conteúdos e escolhem, num comportamento idêntico ao que têm nas lojas “reais”», explica Raquel Almeida. A centralização de produtos, para facilitar a sua aquisição, está aliada a um objetivo claro: a exportação. A responsável afirma que «o mercado externo está no nosso horizonte e é o principal objetivo deste projeto». Esta é uma iniciativa de pequenas e grandes empresas e a porta continua aberta para mais participações: «Estamos disponíveis para aceitar mais parceiros, o que já aconteceu no artesanato, em que tínhamos 12 produtores e outros vieram procurar-nos. Queremos que saibam que podem vir ter connosco, até para crescermos mais», revela.

Além disso, esta é uma ajuda mútua, já que «temos a possibilidade de divulgar os parceiros, os seus novos produtos e assistir com recursos humanos, pelo que ficam a ganhar ambos os lados», defende Raquel Almeida. O “centro comercial” foi inaugurado com dez parceiros: Art’Angel, Apimel, Beira Serra, Bucho de Arganil, Casa Matias, Donanna, Dão Sul, Quinta de Jugais, Quinta Margarido, Quinta do Ribeiro e Saber Intemporal; mas o alargamento é uma das metas, com a Guarda em vista. A empresária afirma que «vamos continuar sempre a procurar mais produtores, também para alargar o foco de ação. Por enquanto, o distrito da Guarda está pouco representado, mas é uma zona a abranger», garante.

Sara Quelhas

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